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Como a trilha sonora vira combustível de “Rivais”

Reinaldo Glioche

Zendaya em cena de "Rivais"
Foto: Divulgação

“Rivais”, novo filme de Luca Guadagnino, é um colosso. Como seu próprio cineasta observa, é “supersexy”, mas é muito mais do que isso. É um olhar agudo sobre as incontinências emocionais em face de jogos mentais, o qual o triangulo amoroso que subsidia o drama remete. Nesse escopo, a música – ou score – do filme ocupa espaço nobre. Difícil imaginar que não figure entre as selecionadas do próximo Oscar.

Os compositores Trent Reznor e Atticus Ross, duas vezes vencedores do Oscar (“A Rede Social” e “Soul”), que já haviam trabalhado com o cineasta em “Até os Ossos”, são os responsáveis pelo trabalho.

Inspirada no techno de Berlim e na música rave dos anos 90, a trilha sonora amplifica o estresse e a tensão das cenas, emprestando uma urgência ao filme que já beira a ansiedade. É um dispositivo narrativo que reforça as muitas camadas do filme e oportuniza muito do que Guadagnino quer provocar em sua audiência.

A trilha sonora do filme, que traz nove faixas eletrônicas do filme, desconstruídas uma a uma e reimaginadas com produção adicional de Boys Noize, renomado DJ e produtor, escolhido a dedo pela dupla de compositores para criar uma playlist contínua, pode ser conferida aqui. Abaixo, um featurette com mais detalhes sobre o score de “Rivais”.

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