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Plataformas se movimentam para manter competitividade no mercado de streaming brasileiro

Redação Culturize-se

A saturação do mercado de streaming no Brasil e no mundo continua e as plataformas precisam ajustar expectativas e campos de atuação para manter a competitividade em um cenário hostil, acirrado e com um consumidor cada vez mais intolerante.

A Disney, que já havia anunciado a unificação de suas plataformas no Brasil, agora deu a data para o encerramento do Star+, que passa a ser uma aba de conteúdo no Disney+. A principal plataforma da Disney ganhará, ainda, uma aba de esportes, a ESPN. Essa unificação, que ocorrerá em 26 de junho, possibilitará à Disney promover outros ajustes em sua oferta de conteúdo no Brasil.

Logo da plataforma de streaming Disney+ no Brasil

A empresa irá promover o lançamento de pacotes com anúncios. Serão três modelos de assinatura: Premium, Padrão e Padrão com Anúncios. Os valores dos pacotes não foram disponibilizados neste momento, mas é possível intuir que seja algo próximo do praticado por Netflix e MAX, com valores que vão de R$ 29 a R$ 55.

A ideia da unificação das plataformas é algo que a Disney está implementando em todo o mundo, nos EUA o Hulu também está sendo integrado ao Disney+, como uma estratégia para diminuir os custos operacionais e viabilizar caminhos para o lucro no streaming, algo ainda muito instável.

A Warner Bros. Discovery, por seu turno, acaba de lançar na América Latina a plataforma MAX, que também agrega conteúdos da extinta HBO MAX com o Discovery+. O lançamento na Europa acontece ainda este ano.

A Paramount+, cuja matriz Paramount Global está engajada em negociações de fusões ou venda, passa um aperto maior. A plataforma está recolhendo conteúdos todo mês e desagrada assinantes. Isso para minimizar os gastos com royalties e pagamentos residuais. Salvo uma movimentação muito certeira e contundente, é possível que a plataforma deixe o Brasil e a América Latina em um futuro próximo, seguindo os passos da Lionsgate+.

O que nos leva a Amazon, plataforma que segue forte e diligente em suas estratégias e circunstâncias. Prova disso foi licenciar todo o conteúdo Lionsgate e disponibilizá-lo no canal MGM, que depois de hesitação e atrasos, vai ser mesmo relançado em 1º de abril como MGM+. Repare que a Amazon vai na contramão de Warner e Disney e aposta em uma segunda plataforma, que só é disponibilizada por meio do Prime Video Channels, no Brasil. A estratégia tem a ver com o rebranding da marca MGM e com o baixo custo operacional da iniciativa, já que o canal está inserido na plataforma por meio do Prime Video Channels.

Ainda assim, o MGM+ apenas por existir, mostra que a Amazon, neste momento, tem mais bala na agulha do que algumas de suas principais rivais.

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