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Ansiedade é matéria-prima de novo livro de Alexandre Coimbra Amaral

Com enfoque na escuta e no acolhimento da pessoa ansiosa, autor e psicólogo lança luz ao tema e busca quebrar estigmas

Redação Culturize-se

Imagine-se em uma estrada íngreme, subindo uma serra em um automóvel. Você está ao volante e sente o coração descompassado. A neblina densa impede qualquer visão clara. Suas mãos tremem enquanto seguram o volante firmemente, com medo de perder a direção. Essa cena pintada pelo psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, autor de “Cartas de um terapeuta para seus momentos de crise” e “A exaustão no topo da montanha”, abre o novo livro “Toda ansiedade merece um abraço”, publicado pelo selo Paidós da Editora Planeta. Nessa obra, Amaral usa essa metáfora para ilustrar o funcionamento ansioso das pessoas na sociedade contemporânea.

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Diferente de uma abordagem técnica e sem intenção de patologizar o transtorno, o livro propõe um diálogo empático sobre a ansiedade, explorando situações cotidianas como o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens, que mesmo inseridos em um espectro de normalidade podem desencadear sofrimento e aflição. O autor opta por uma linguagem acessível e evita jargões psicanalíticos, buscando aliviar o peso do estado ansioso e desmistificar estigmas sobre o tema. Ele enfatiza que não há vergonha em lidar com a ansiedade e que ninguém precisa enfrentar o problema sozinho.

Para Marcio Krauss, professor e mestre em filosofia, o livro é um lembrete gentil de que todas as pessoas estão sujeitas a momentos de ansiedade e que essa emoção, longe de ser prejudicial, é natural e necessária para a sobrevivência humana. Krauss escreve no prefácio da obra que ao ler as páginas, sentiu-se acolhido pelo tom humano e sensível de Alexandre Coimbra, como se o autor estivesse conversando diretamente com ele, compartilhando sabedoria em um gesto generoso e compartilhando suas experiências.

Leia também: Psicanálise e homeopatia viram alvo de Natalia Pasternak e Carlos Orsi em “Que Bobagem!”

Em “Toda ansiedade merece um abraço”, Alexandre retrata a realidade do transtorno e as dificuldades que as pessoas enfrentam, mas também busca acolher de maneira sensível e vulnerável aqueles que vivem diariamente com o impacto da ansiedade em suas vidas. Com respeito e empatia, o autor cria um espaço de apoio e incentiva os leitores a embarcarem em uma jornada de autoconhecimento e aceitação. Ele convida os leitores a sentirem-se representados e identificados com as ideias apresentadas sobre a ansiedade, essa flecha fervente que pode perturbar a tranquilidade tão difícil de ser mantida por mais do que um momento.

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