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Filosofia oriental e artista cubana pautam nova temporada do Balé da Cidade de São Paulo

Redação Culturize-se

O Balé da Cidade de São Paulo, sob a direção artística de Alejandro Ahmed, dá início à sua nova temporada de apresentações no Theatro Municipal de São Paulo com duas peças marcantes: a remontagem de “Horizonte+”, de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, e a estreia mundial de “Piedad Salvaje”, da artista cubana Judith Sánchez Ruíz.

Horizonte+: uma fusão de artes

“Horizonte+”, uma coreografia concebida por Beatriz Sano e Eduardo Fukushima, explora a intersecção entre práticas corporais asiáticas e a filosofia oriental. A obra, inspirada no universo artístico da renomada artista nipo-brasileira Tomie Ohtake, utiliza a paisagem horizontal dos corpos para criar arranjos geométricos imperfeitos que formam espaços vazios e dinâmicos. Ohtake é conhecida por suas pinturas abstratas e geométricas, além de suas esculturas vibrantes.

Originalmente dançada pelos próprios coreógrafos com música ao vivo do baterista Chico Leibholz, a peça foi adaptada para os 32 bailarinos do Balé da Cidade, ampliando e diversificando sua partitura coreográfica. A trilha sonora, composta simultaneamente à coreografia, é executada ao vivo, enfatizando repetições e variações que ressoam através das paredes da Sala de Espetáculo.

“Transformamos essa coreografia para os vários corpos do Balé da Cidade. Essa criação fez um diálogo e teve um ponto de partida que é o universo de criação da artista visual Tomie Ohtake,” afirmam os coreógrafos Sano e Fukushima. “Trabalhamos com os corpos do Balé da Cidade entre o vazio, o círculo, a forma e a imperfeição.”

Cena de Horizonte+
Foto: Divulgação

Piedad Salvaje: uma estreia mundial

Na mesma noite, a inédita “Piedad Salvaje”, coreografada por Judith Sánchez Ruíz, fará sua estreia mundial. Ex-integrante da Trisha Brown Dance Company, Judith é conhecida por seu trabalho que aborda casualidade, complexidade humana, improvisação, comunidade e ativismo. “Piedad Salvaje” utiliza a técnica “breaking the house”, desenvolvida pela própria coreógrafa, que busca romper os hábitos corporais através da improvisação.

A obra reflete sobre como seria dançar a vida no fim do mundo e o absurdo da existência humana, apresentando 17 intérpretes que exploram estruturas esqueléticas que se corroem e se dissolvem ao longo do tempo e do espaço. “Meu trabalho é a descoberta da natureza na arte. Piedad Salvaje é um hino ao sacrifício humano. A obra evoca uma fisicalidade da nossa existência,” explica Judith.

Inspirada pelas ideias de Brigitte Lefèvre, coreógrafa e bailarina francesa, Judith utiliza o espaço como um meio de controle, destacando sua importância política na sociedade. A peça promete uma experiência visceral, onde corpos se movem como criaturas em constante relocação, buscando identidade, propósito e significado no presente.

As apresentações de “Horizonte+” e “Piedad Salvaje” ocorrem nos dias 7, 8, 9, 11, 12, 13, 14 e 15 de junho. Os ingressos, com preços que variam de R$12,00 a R$87,00, já estão à venda. A classificação é livre e cada apresentação tem duração de 80 minutos, com intervalo.

O Balé da Cidade de São Paulo, com estas duas peças, reafirma seu compromisso com a inovação e a diversidade artística, oferecendo ao público paulistano uma temporada que promete ser memorável.

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