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Bienal do Livro Bahia 2026 aposta na diversidade e projeta recorde de público em Salvador

Redação Culturize-se

A Bienal do Livro Bahia 2026 começa nesta quarta-feira (15), no Centro de Convenções de Salvador, com a ambição de se consolidar como um dos principais eventos literários do país. Com o tema “Bahia: identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”, a edição deste ano amplia sua programação, reúne mais de 200 profissionais do livro e projeta um público superior a 120 mil visitantes ao longo de sete dias, superando o recorde anterior.

Organizada pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação Pedro Calmon, em parceria com a Secretaria de Educação, a Bienal se distribui em quatro espaços principais — Auditório Vozes da Bahia, Café Literário, Espaço Infantil e estande institucional — com uma agenda que combina tradição e contemporaneidade. A proposta é articular a valorização de autores baianos com debates sobre temas urgentes, como os impactos da era digital na produção e circulação do conhecimento.

Entre os destaques da programação está o edital Vozes da Bahia, que selecionou 84 autores para apresentações e debates mediados por nomes relevantes da cena local. O auditório homônimo se firma como vitrine da produção literária do estado, enquanto o Café Literário promove discussões sobre o papel dos festivais, a circulação de ideias e os desafios impostos pelas fake news.

A pluralidade também se expressa na presença de autores consagrados e populares, como Julia Quinn, Paula Pimenta, Ailton Krenak e Thalita Rebouças, além de nomes contemporâneos como Raphael Montes e Aline Bei. A programação dialoga com diferentes públicos, incluindo leitores jovens e comunidades digitais, ao mesmo tempo em que reforça a dimensão crítica da literatura.

Um dos eixos mais marcantes desta edição é a centralidade das vozes femininas. Em um cenário editorial cada vez mais ocupado por mulheres, a Bienal reflete essa transformação ao reunir autoras que exploram temas como ancestralidade, maternidade, racismo, sexualidade e memória. A escritora cearense Socorro Acioli, por exemplo, leva ao evento uma obra marcada pelo realismo fantástico e pela tradição nordestina, enquanto Aline Bei e Andréa del Fuego protagonizam debates sobre as novas formas da ficção brasileira.

Foto: Divulgação

Além disso, a programação incorpora discussões sobre literatura indígena, com encontros que articulam narrativa, identidade e resistência, reunindo lideranças e autores de diferentes povos originários. No Espaço Infantil, atividades lúdicas aproximam o público mais jovem de histórias que mesclam ancestralidade e imaginação, reforçando o papel da leitura na formação desde a primeira infância.

Outro ponto central é a tentativa de democratizar o acesso ao livro e fortalecer a cadeia produtiva local. O estande do Governo do Estado funciona como espaço de troca entre escritores, editoras universitárias, cordelistas e estudantes, ampliando a visibilidade da produção literária baiana e incentivando novos leitores.

Ao articular diversidade temática, representatividade e políticas públicas de incentivo à leitura, a Bienal do Livro Bahia 2026 se posiciona não apenas como vitrine cultural, mas como plataforma estratégica para o desenvolvimento do setor no estado.

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