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Tela Brasil estreia como plataforma gratuita dedicada ao cinema nacional

Redação Culturize-se

O governo federal lança neste sábado (30), durante a programação do Rio2C, no Rio de Janeiro, a plataforma Tela Brasil, um serviço público e gratuito de streaming voltado exclusivamente para a produção audiovisual brasileira. Coordenada pelo Ministério da Cultura (MinC) em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a iniciativa busca ampliar o acesso da população ao cinema nacional e fortalecer a circulação de obras produzidas no país.

Apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma espécie de “Netflix brasileira”, a plataforma chega como uma política pública voltada à democratização do acesso à cultura, à formação de público e à valorização da diversidade de narrativas presentes no audiovisual nacional. Lula participará do lançamento ao lado da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Foto: Reprodução/Internet

O acesso ao serviço será gratuito e integrado à conta Gov.br. Inicialmente, a plataforma estará disponível na versão web, com previsão de lançamento dos aplicativos para sistemas Android e iOS até 30 dias após a estreia. O projeto também prevê compatibilidade com diferentes dispositivos, incluindo celulares, tablets, computadores, smart TVs, Chromecast e Apple TV.

A Tela Brasil inicia suas atividades com um catálogo de mais de 500 obras audiovisuais, entre longas, curtas e médias-metragens, séries e documentários. A seleção reúne clássicos fundamentais da cinematografia nacional, como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha, “Xica da Silva” (1976), de Cacá Diegues, e “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral.

O catálogo também contempla produções brasileiras que alcançaram reconhecimento internacional, incluindo os indicados ao Oscar “O Quatrilho” (1995) e “O Que É Isso, Companheiro?” (1997). Entre os títulos mais recentes estão sucessos como “Carandiru” (2003), “Olga” (2004), “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005) e “As Duas Irenes” (2017).

Os documentários ocupam espaço de destaque na plataforma, com obras como “Divinas Divas” (2016), de Leandra Leal, “Barão Vermelho: Por Que a Gente É Assim?” (2017) e “My Name Is Now, Elza Soares” (2018), entre outros títulos que abordam temas ligados à música, cultura e memória brasileira.

Além da variedade de conteúdo, a Tela Brasil contará com recursos de acessibilidade, como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras. A expectativa do Ministério da Cultura é ampliar gradualmente o acervo, consolidando a plataforma como uma vitrine permanente para a produção audiovisual brasileira independente e comercial.

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