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Nova biblioteca em Belém aposta em leitores desde a infância

Redação Culturize-se

O Centro Cultural Banco da Amazônia realizou, na manhã de quinta-feira (15), a inauguração oficial de sua nova biblioteca, com uma programação voltada ao público infantojuvenil que reuniu cinema, literatura e debate cultural.

O espaço funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 16h. São 183,82 m² com salão de leitura, salas de estudo individual e em grupo e uma área dedicada à literatura infantojuvenil. A acessibilidade é física e digital, com suporte a recursos como DOSVOX e VLibras.

O acervo reúne 12,5 mil obras, entre publicações sobre meio ambiente, literatura e história da Amazônia, além de produções intelectuais de empregados do banco. Fazem parte ainda os exemplares da coleção doada pela família de Afonso Vianna Netto, ex-colaborador da instituição, e obras raras do período da borracha.

Para a bibliotecária Patrícia Costa, o novo equipamento consolida o compromisso socioeducativo do banco. Ela afirma que a reunião desse material ajuda a preservar e compartilhar a memória da região e aproxima a instituição da comunidade, valorizando educação, cultura e produção de conhecimento sobre a Amazônia.

Entre os visitantes, o estudante de Letras Lucas Lopes elogiou a iniciativa. “Achei o acervo muito atual e diversificado. Espaços como este são fundamentais para incentivar a leitura desde a infância. Muitas vezes a criança não tem essa iniciativa dentro de casa, por isso ter um ambiente acessível e gratuito com livros ajuda a construir esse hábito desde a base”.

Foto: Divulgação/Banco da Amazônia

Cinema e literatura infantil

A programação começou com a exibição do curta de animação “O Menino Urubu”, dirigido por Fernando Alves e Roberto Ribeiro. A obra foi eleita Melhor Curta Paraense pelo júri popular no Festival Curta Pará Cine Brasil. O filme trata de pertencimento, identidade e diversidade ao contar a história de um menino criado por urubus que decide ir à escola em busca de suas origens.

Depois da sessão, o público conversou com Fernando Alves sobre o processo criativo e os desafios da produção audiovisual na Amazônia. O encontro marcou também a estreia do cineasta na literatura infantojuvenil, com o lançamento e a sessão de autógrafos de “A Grande Fúria do Pequeno Duende”.

Com mais de duas décadas de atuação na animação brasileira, incluindo trabalhos em “Turma da Mônica”, “Ba Da Bean” e “Tainá e os Guardiões da Amazônia”, o autor apresentou a história do duende Tito. Em textos rimados e ilustrações autorais, o livro aborda empatia, amizade e perdão.

Fernando disse ter ficado honrado em participar da inauguração. “Eu realmente não esperava um destaque tão grande para o meu livrinho, feito de forma simples, mas com meses de muito trabalho em casa”. O autor afirmou estar feliz por exibir a obra em um espaço que considerou bonito, amplo e importante.

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