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Entre soul, jazz e UK garage, Jorja Smith retorna ao Brasil com a turnê "falling or flying"

Redação Culturize-se

Jorja Smith retorna ao Brasil em 2025 trazendo não apenas um show, mas um marco em sua trajetória de crescente maturidade artística e conexão afetuosa com o público brasileiro. No dia 31 de outubro, no Espaço Unimed, em São Paulo, a artista britânica inicia sua turnê nacional com uma apresentação solo que antecede sua participação no Afropunk Salvador, consolidando ainda mais seus laços culturais com o país. A realização é fruto de uma parceria inédita entre a IDW Entretenimento — reconhecida por curadorias musicais ousadas e sofisticadas — e a T4F, reforçando o movimento de ampliação de vozes e estéticas nos palcos brasileiros. A escolha de São Paulo como ponto de partida da turnê do álbum “falling or flying” (2023) é significativa: um convite para o público vivenciar, de forma mais íntima e centrada, o som sofisticado e a lírica visceral que Jorja vem lapidando ao longo dos anos.

Foto: Mike Excell

Desde que despontou com o álbum de estreia “Lost & Found” (2018), indicado ao Mercury Prize e vencedor do BRIT Critics’ Choice Award, Jorja Smith se consolidou como uma das vozes mais autênticas de sua geração. Nascida em Walsall, na Inglaterra, filha de mãe estilista e pai músico de neosoul, sua formação mistura raízes caribenhas e britânicas — um hibridismo que se reflete tanto em sua sonoridade quanto em suas escolhas estéticas. Seu repertório flutua entre o R&B, soul, jazz, reggae e o UK garage, e sua habilidade lírica é marcada por composições que tratam de identidade, injustiça social e introspecção emocional com igual intensidade. Além das memoráveis colaborações com Drake (“Get It Together”), Kendrick Lamar (“I Am”, na trilha de Black Panther), Stormzy, Burnaboy (“Be Honest”) e Preditah (“On My Mind”), Jorja também se destaca por releituras que enaltecem suas influências: “Blue Lights”, com sample de Dizzee Rascal, e “Where Did I Go?”, que chamou a atenção de Drake ainda em 2016, mostram seu trânsito entre o underground e o mainstream. Em “falling or flying”, ela amplia ainda mais essa paleta sonora: faixas como “Little Things” e “Try Me” mesclam batidas pulsantes e baladas introspectivas, em um equilíbrio maduro entre experimentação e acessibilidade.

Se a passagem pelo Lollapalooza Brasil 2019 apresentava ao país uma promessa, o retorno em 2025 confirma Jorja Smith como uma artista plenamente estabelecida — e com a rara capacidade de fazer sua música soar tão global quanto profundamente pessoal. Sua escolha de abrir a turnê no Brasil é mais que logística: é uma declaração de reciprocidade e pertencimento.

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