Redação Culturize-se
Os hábitos de pesquisa dos brasileiros estão mudando, especialmente entre os mais jovens. Enquanto a maioria da população afirma utilizar mais o Google do que há um ano, a Geração Z segue na direção oposta. Segundo o estudo O Mapa da Busca no Brasil, da Optimiza Marketing, 28% dos entrevistados entre 18 e 29 anos dizem recorrer menos ao buscador: 18% afirmam utilizá-lo um pouco menos e 10%, muito menos. Na média nacional, esse percentual é de 17,1%.
Parte dessa mudança está relacionada à consolidação das redes sociais como ferramentas de pesquisa e descoberta de produtos. O Instagram é utilizado por 33% dos jovens para pesquisar compras, ante 26% da população em geral. Além disso, o conteúdo orgânico da plataforma foi responsável pela descoberta da última compra de 20% dos integrantes da Geração Z. Outros 13% chegaram a concluir a transação diretamente na rede social.
O formato dos conteúdos também influencia esse comportamento. Entre os jovens, vídeos curtos são apontados por 25% como o tipo de material que mais interfere na decisão de compra, percentual superior à média nacional, de 21,5%.
O estudo identifica ainda diferenças nos dispositivos utilizados. O iPhone é o principal aparelho de pesquisa para 21% da Geração Z, quase o dobro da média brasileira, de 12,1%. A configuração dos aparelhos, segundo o levantamento, pode contribuir para a diversificação dos caminhos de busca.

As respostas abertas reforçam a preferência por experiências mais conversacionais e intuitivas, inclusive com ferramentas de inteligência artificial.
Para Júlia Neves, CEO da Optimiza, as marcas precisam acompanhar essa transformação. A presença no Google continua relevante, mas deve ser complementada por conteúdos pesquisáveis nas redes sociais, especialmente vídeos capazes de responder a dúvidas e orientar decisões de consumo.