Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Livro revisita trajetória do Museu do Amanhã e propõe reflexão sobre o futuro

Redação Culturize-se

A celebração dos dez anos do Museu do Amanhã ganha um registro editorial ambicioso com o lançamento de “Dez anos de amanhãs”, obra que revisita a trajetória da instituição e amplia o debate sobre seu papel na articulação entre ciência, cultura e sustentabilidade. Organizado por Charles Cosac e publicado pela editora Cosac, o livro se apresenta como uma síntese crítica de uma década marcada pela consolidação do museu como referência internacional.

Com mais de 500 páginas, a publicação reúne diferentes perspectivas, históricas, científicas e curatoriais, para reconstruir não apenas o percurso institucional, mas também sua inserção no contexto urbano e social do Rio de Janeiro. A obra destaca, por exemplo, a relação do museu com a região da Pequena África, articulando memória e território em uma narrativa que ultrapassa os limites físicos do edifício.

Entre os colaboradores estão pesquisadores e curadores como Sheila de Castro Faria e Fabio Scarano, além de entrevistas com nomes centrais na concepção do projeto. O arquiteto Santiago Calatrava, responsável pelo desenho do museu, o gestor cultural Ricardo Piquet e o curador Luiz Alberto Oliveira oferecem depoimentos que ajudam a compreender os bastidores e as decisões que moldaram a instituição desde sua origem.

Escultura do artista Frank Stella no entardecer. 11/03/2023

A publicação também investe em uma dimensão visual significativa. Um ensaio fotográfico assinado por Thales Leite, aliado a mapas, ilustrações e uma linha do tempo detalhada, constrói uma leitura estética das transformações da Baía de Guanabara ao longo dos séculos. Essa abordagem reforça a proposta do livro de conectar passado, presente e futuro, abordando temas como mudanças climáticas, limites ambientais e urbanização.

“Dez anos de amanhãs” funciona como ferramenta de interpretação do próprio país. Ao explorar as tensões entre desenvolvimento e sustentabilidade, memória e inovação, a obra ecoa a vocação do Museu do Amanhã de formular perguntas sobre o tempo presente e os cenários possíveis para o futuro.

Nesse sentido, o livro consolida-se como um documento relevante não apenas para o campo museológico, mas também para leitores interessados em compreender as transformações contemporâneas sob uma perspectiva interdisciplinar.

Isso pode te interessar

Literatura

Livro revisita trajetória do Museu do Amanhã e propõe reflexão sobre o futuro

Teatro

Peça russa inédita no Brasil transforma crise conjugal em reflexão sobre o mundo

“A Linha Solar” estreia com humor ácido e abordagem existencial sobre falhas de comunicação

Play

Brady Corbet aposta em misticismo americano em novo filme

Cineasta investiga raízes do ocultismo nos EUA enquanto critica falta de risco em Hollywood

Moda

Como Anne Hathaway se tornou um dos maiores ícones contemporâneos da moda

Newsletter Gratuita

Tenha o melhor da cultura na palma da sua mão. Assine a newsletter gratuita de Culturize-se. Todos os dias pela manhã na sua caixa de e-mail.