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Ben Affleck está de volta na boa sequência de "O Contador"

Por Reinaldo Glioche

Se há filmes que são lançados com a pressão de serem ponto de partida para uma saga, há aqueles que inesperadamente ensejam uma franquia deliciosamente hollywoodiana. Foi assim com o John Wick de Keanu Reeves e o é com o contador de Ben Affleck. A sequência tardia do hit de 2016 chega aos cinemas na vibe maior e melhor. “O Contador²” abre espaço para mais humor e expande os horizontes da agora franquia fazendo do Chris Wolff de Affleck uma espécie de James Bond no espectro autista.

A ideia é tão irresistível quanto parece e Affleck domina o personagem com desenvoltura. O longa aumenta o tempo de tela de Jon Bernthal, que faz o irmão do protagonista, e aposta alto – com boas recompensas – na química do par de atores. Bernthal, que ganhou fama em “The Walking Dead” e depois viveu o Justiceiro na série da Marvel, é aquele tipo de ator que surge sempre melhor do que da última vez que pousamos os olhos sobre ele e aqui não é diferente. Ele torna tudo a sua volta mais engajante.

Quando Ray King (J.K Simmons) é assassinado, mas antes de morrer deixa uma mensagem enigmática para “encontrar o contador”, Wolff se sente compelido a resolver o caso. Ao perceber que medidas mais extremas são necessárias, ele recruta seu irmão distante, o mercenário, Brax (Jon Bernthal), para lhe ajudar. Em parceria com a Diretora Adjunta do Tesouro Americano, Marybeth Medina (Cynthia Addai-Robinson), eles descobrem uma conspiração cheia de camadas e se tornam alvo de uma rede implacável de assassinos decididos a fazer qualquer coisa para manter seus segredos enterrados. 

Gavin O´Connor volta à cadeira de diretor e maneja bem a ambição de sedimentar as bases para uma duradora franquia, a despeito do longo hiato de 9 anos entre o primeiro e o segundo filme, com as interjeições dramáticas do longa, que flui bem entre o buddy movie e a comédia de ação, sem repelir os momentos mais nervosos – sejam eles bem boladas cenas de ação ou àquelas com mais inclinação dramática.

“O Contador²” se resolve como um filme de ação honesto, muito mais cativante do que se poderia esperar de uma sequência, e que faz a audiência torcer pelo terceiro filme. No contexto de continuações industriais à toque de caixa em Hollywood, trata-se quase de um oásis.

Foto: Divulgação

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