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Grammy investe na solidariedade e dá a Beyoncé o prêmio que lhe faltava

Redação Culturize-se

A 67ª edição do Grammy Awards foi um evento que combinou grandes momentos musicais, reflexões sobre o atual cenário político e social e, acima de tudo, reconhecimentos históricos que há muito tempo eram esperados. Com performances eletrizantes, discursos marcantes e um foco na reconstrução da cidade de Los Angeles após os devastadores incêndios florestais, a noite foi repleta de emoções e significados. E no centro de tudo isso, um dos momentos mais aguardados da história do Grammy: Beyoncé finalmente conquistando o prêmio de Álbum do Ano.

Foto: Divulgação/Grammys

Beyoncé: o momento de glória

A grande vencedora da noite foi, sem dúvidas, Beyoncé. Pela primeira vez em sua carreira, a artista conquistou o tão cobiçado prêmio de Álbum do Ano por Cowboy Carter”, superando nomes como Charli XCX, Jacob Collier, Billie Eilish, Chappell Roan, Taylor Swift, André 3000 e Sabrina Carpenter. Com a filha Blue Ivy Carter ao seu lado, a cantora agradeceu emocionada: “Eu me sinto muito honrada. Foram muitos, muitos anos de trabalho. Quero agradecer aos Grammys, a cada compositor, cada colaborador, cada produtor e todo o esforço envolvido”.

A vitória veio exatamente um ano depois que Jay-Z criticou a Recording Academy por nunca ter concedido esse prêmio a Beyoncé, apesar de ela ser a artista com mais Grammys da história. Dessa vez, no entanto, não houve polêmica: Beyoncé levou a estatueta merecidamente e foi celebrada por seus colegas, incluindo Taylor Swift e o próprio Jay-Z, que foram vistos brindando à conquista.

Performances memoráveis

Como sempre, as performances foram um dos pontos altos da noite. Lady Gaga, Bruno Mars, Benson Boone, Billie Eilish, Chappell Roan, Charli XCX, Doechii, Raye, Sabrina Carpenter, Shakira, Teddy Swims e muitos outros garantiram momentos de pura magia musical. Entre os destaques, Bruno Mars e Lady Gaga optaram por um dueto especial de “California Dreamin’” em vez de seu hit “Die With a Smile”, criando um momento de nostalgia e emoção.

Outro momento inesperado foi protagonizado por Charli XCX, cuja apresentação incluiu uma energia explosiva, plumas de confetes e uma chuva de roupas íntimas no palco. No final do show, uma mensagem inusitada surgiu na tela: “Todas as roupas íntimas não utilizadas serão doadas para sobreviventes de violência doméstica por meio da organização I SUPPORT THE GIRLS”. O gesto uniu a irreverência de Charli XCX com uma causa social importante, mostrando que até os momentos mais caóticos da noite tinham um propósito significativo.

Chappell Roan também brilhou ao se apresentar com “Pink Pony Club”, acompanhada por uma trupe de palhaços cowboys e, claro, um pônei cor-de-rosa. Ao ganhar o prêmio de Artista Revelação, ela aproveitou o palco para pedir que as gravadoras oferecessem plano de saúde para artistas emergentes, lembrando sua própria luta durante a pandemia da COVID-19. Foi um dos discursos mais impactantes da noite, dirigido diretamente aos grandes executivos da indústria musical.

Uma noite de solidariedade

Além das conquistas artísticas, os Grammys de 2025 também foram marcados por discursos políticos e sociais. Alicia Keys defendeu a importância da diversidade afirmando: “DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) não é uma ameaça, é um presente”. Shakira fez um apelo pelos imigrantes, enquanto Lady Gaga reforçou a necessidade de maior visibilidade para a comunidade trans. Kendrick Lamar, que foi um dos grandes vencedores da noite ao levar prêmios de Gravação e Música do Ano por “Not Like Us“, também usou seu discurso para levantar questões sociais.

O evento ocorreu logo após uma série de incêndios devastadores que atingiram Los Angeles, e a cerimônia fez questão de homenagear os afetados. O show se iniciou com uma versão especial de “I Love L.A”., interpretada por Dawes, com John Legend, Sheryl Crow, Brad Paisley e Brittany Howard.

Se em anos anteriores o Grammy foi criticado por suas escolhas polêmicas, em 2025 a seleção de vencedores agradou a maioria. Além de Beyoncé e Kendrick Lamar, nomes como Doechii, que venceu Melhor Álbum de Rap com “Alligator Bites Never Heal“, e Playboi Carti, que participou da performance do The Weeknd, também brilharam.

A homenagem a Quincy Jones, que reuniu artistas de diferentes gêneros e gerações, foi um dos momentos mais longos da noite, mas fez justiça ao impacto duradouro do produtor na história da música. Desde Herbie Hancock até Janelle Monáe, passando por Lainey Wilson, todos os artistas envolvidos ajudaram a criar uma representação completa do legado de Quincy.

Talvez o mundo lá fora não esteja exatamente no lugar que gostaríamos, mas pelo menos, por uma noite, tudo parecia estar no devido lugar na maior premiação da música.

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