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Fotógrafa captura força da fraternidade feminina na obra “Sisters”

Redação Culturize-se

Fotografia do livro "Sisters"

O novo livro fotográfico de Brianna Capozzi, “Sisters”, mergulha profundamente na complexa e íntima dinâmica da irmandade. Publicado pela IDEA e ainda indisponível no Brasil, este projeto de seis anos apresenta 140 páginas de fotografias de irmãs, meias-irmãs e gêmeas, frequentemente retratadas em cenários minimalistas e nus. Capozzi explica que a decisão de manter as imagens neutras foi intencional, visando criar uma “fantasia a partir da realidade autêntica”. Essa abordagem reflete a intimidade em camadas do vínculo entre irmãs, uma relação marcada pela confiança e compreensão inerentes, que ela extrai de seu próprio relacionamento próximo com sua irmã Gabrielle.

O trabalho anterior de Capozzi, “Well Behaved Women” (2018), estava mais enraizado na moda e no surrealismo. Com “Sisters”, ela buscou explorar algo cru e real, contrastando com a natureza altamente estilizada de seus projetos anteriores. Essa mudança a levou a um exame mais profundo da irmandade e sua natureza multifacetada. Ao refletir sobre o início do projeto, ela relembra as primeiras sessões com as irmãs Tessa e Grace, cujas polaroides a cativaram, e um grupo de mulheres próximas de um clube do livro, que posaram nuas para ela em um retrato impressionante e íntimo da amizade. Através dessas experiências iniciais, Capozzi percebeu que queria focar em irmãs familiares e biológicas, em vez de amizades, capturando os laços emocionais únicos que as irmãs compartilham.

Um dos aspectos-chave de “Sisters” é a ausência da moda como elemento definidor. Diferentemente de “Well Behaved Women”, Capozzi evitou moda atual ou vintage em suas fotografias, buscando despir-se de marcadores externos de identidade e focar na essência das relações entre irmãs. “Eu adoro torcer a realidade”, diz ela, enfatizando seu desejo de criar uma estética neutra e pura, permitindo que a profundidade emocional de seus sujeitos tome o centro do palco.

Capozzi admite que o processo de criação de “Sisters” foi desafiador às vezes. Ela frequentemente se sentia incerta, chegando às casas de seus sujeitos sem um plano claro ou as usuais redes de segurança de roupas e adereços. No entanto, esse desconforto levou a descobertas inesperadas, já que as imagens resultantes muitas vezes revelavam nuances e camadas de intimidade que ela não havia notado durante a própria sessão.

Uma história particularmente comovente que encapsula a força da fraternidade é a de Phyllis e Geneva, que Capozzi conheceu no Festival Twinsburg em Ohio. A gêmea de Geneva, Jeanette, havia falecido em 2015, e desde então, Phyllis tem acompanhado sua irmã ao festival, vestida como Jeanette, para que Geneva não tenha que enfrentar o evento sozinha. Esta história, como muitas no livro, destaca as formas profundas como as irmãs se apoiam, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.

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