Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Amazon muda estratégia sobre plataforma MGM, mas não dá detalhes

Reinaldo Glioche

Em dezembro do último ano, a Amazon anunciou que traria para o Brasil o canal MGM+, consolidação de uma estratégia para revitalizar a marca MGM por aqui, que já tinha uma plataforma de streaming antes mesmo do estúdio MGM ser adquirido pela Amazon. O novo canal, além de séries e filmes do catálogo da MGM, ostentaria conteúdo da Lionsgate, cuja plataforma, Lionsgate+, saiu do Brasil no fim de 2023.

A plataforma seria oferecida apenas via Prime Video Channels, o sistema de canais que a Amazon oferece dentro de sua plataforma, o Prime Video, para aquisição de assinaturas adicionais de outras plataformas como MAX, Paramount+, Telecine, Premiere, Universal+, entre outros.

Prometida para janeiro, a estreia do MGM+, no entanto, não se deu. Já a descontinuação do Lionsgate+, que seguia ativo apenas no Prime Video Channels, foi concluída em fevereiro. Assinantes da plataforma, mensal e anual, receberam o aviso do estorno do período cabível via e-mail. Em paralelo, as produções da Lionsgate foram sendo adicionadas aos poucos ao canal MGM, aquele que já estava ativo e consolidado.

Essas eram pistas de que, talvez, a Amazon tenha recuado nos planos de lançar uma nova plataforma de streaming no Brasil, a despeito da oficialização junto aos veículos de mídia. Procurada pela coluna reiteradamente antes da publicação desta nota, a plataforma não se posicionou a respeito.

O que fica claro, pela soma dos acontecimentos e pela lacuna de posicionamento oficial, é que a Amazon entendeu ser mais vantajoso apenas transferir os conteúdos e não dar tratamento de “nova plataforma” para um canal que não trará essencialmente conteúdos novos, a despeito da possibilidade de reforçar a marca MGM com o rebranding.

Fica claro, ainda, que não haverá paridade de lançamentos dos conteúdos Lionsgate nos EUA, onde são lançados no canal pago Starz, e no Brasil. Tampouco haverá compartilhamento da programação de lançamentos do mês, como acontece com o próprio Prime Video e outras plataformas, para o MGM. Outrossim, o fato de não haver o rebranding incorre na manutenção do preço do MGM, embora o catálogo do canal tenha sido reforçado.

Essa estratégia não assumida, também possibilita que a Amazon trafegue certos conteúdos, especialmente filmes, entre o MGM e o Prime Video. É o caso do filme “Matador de Aluguel”(1989), que há mais de dois anos só podia ser encontrado na plataforma MGM e que, desde início do mês, está disponível exclusivamente no Prime Video, como antecipação para a estreia da refilmagem estrelada por Jake Gyllenhaal no dia 21.

Isso pode te interessar

Play

Saída de Reed Hastings marca nova fase da Netflix

Cofundador encerra ciclo de quase 30 anos enquanto empresa enfrenta desafios estratégicos

Reportagens

Evento em SP reforça América Latina como polo do audiovisual de não ficção

Marketing

Dua Lipa assume o café de Clooney e a Nespresso aposta na maior virada de sua história

Literatura

Bienal do Livro Bahia 2026 aposta na diversidade e projeta recorde de público em Salvador

Newsletter Gratuita

Tenha o melhor da cultura na palma da sua mão. Assine a newsletter gratuita de Culturize-se. Todos os dias pela manhã na sua caixa de e-mail.