Redação Culturize-se
A cantora e compositora britânica Rachel Chinouriri lançou seu segundo álbum de estúdio, “I Think I Spoke Too Soon”. Junto ao disco, ela apresentou o videoclipe de “Pretty Girls”, dirigido por Dora Paphides.
A faixa é uma celebração da feminilidade e da liberdade de se expressar sem julgamentos. Rachel define a música como um hino para todas as mulheres, o que inclui, nas palavras dela, mulheres heterossexuais, queer, trans, masculinas, pessoas não binárias e quem apoia as mulheres. A artista diz ter amor e admiração por mulheres bonitas, inclusive por ela mesma, e espera que a canção transmita essa confiança a outras garotas.
O álbum traz ainda os singles “One Song Away From Crying”, “Make Believe” e “Broken Chair” e aprofunda a mistura de pop, indie e rock que marca a identidade da cantora. Nas letras, ela parte de experiências pessoais para tratar dos conflitos entre o que se sente e o que se demonstra, entre pensamento e atitude, entre quem somos e quem queremos ser. O disco se notabiliza, ainda, por refletir sobre a transformação pessoal e sobre a importância de errar, recomeçar, questionar e amadurecer. Para Rachel, esse caminho passa pela capacidade de se perdoar, algo que, segundo ela, pode ser feito a qualquer momento e é o primeiro passo para se tornar uma pessoa melhor.
O disco é o mais polido que ela já gravou, com produção mais lustrosa e sintetizadores em maior destaque. Esse acabamento em geral combina com a personalidade da cantora, mas em alguns momentos tira o foco dela e destoa de uma composição que veste o coração na manga. O miolo do disco funciona como uma trilha de comédia romântica, com sons de fliperama, caixas marcadas e fitas de violino. Em “Favourite Desperation”, Rachel resume a paixão como algo ao mesmo tempo bobo e puro, sobre guitarras encorpadas e uma narrativa que cita um passeio de carro ao som dos Pixies. “Broken Chair” desponta como a contribuição da cantora ao subgênero das músicas sobre chorar na balada e dialoga com a faixa de abertura do disco de estreia, de 2024, ao refletir sobre o custo da bagunça pública para quem vive sob os holofotes. Já “I’m a Star” mostra a cantora em modo “desastre assumido”, com pandeiro, tom de falsa inocência e sotaque marcante, enquanto “AAAHHH!!!” remete a Santigold em 2008 com baixos elásticos e um sufoco de paixão que se desfaz em “ooohs” e “la la las”.

O diferencial de Rachel está em transformar a figura da garota comum, bagunçada e romântica, hoje muito explorada no pop, em algo genuíno. As inseguranças soem profundas, seja quando ela pisca para a câmera, seja quando enxuga uma lágrima.
A agenda é intensa. Na segunda-feira (19), a cantora inicia uma série de apresentações especiais no Reino Unido, em formato intimista, com arranjos mais acústicos e conversas com o público. Em dezembro, abre os shows da turnê de arenas de Gracie Abrams na América do Norte. Em janeiro, está confirmada no Lollapalooza Índia e no Laneway Festival, na Austrália, onde também fará shows próprios em Sydney e Melbourne.
Para junho de 2027, anunciou turnê própria por Dublin, Londres, Bruxelas, Amsterdã e Paris.