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Neue Galerie se fundirá ao Met em 2028, consolidando legado do modernismo austríaco

Redação Culturize-se

A Neue Galerie, instituição inaugurada pelo filantropo Ronald S. Lauder em 2001 na Quinta Avenida de Manhattan, anuncia sua fusão com o vizinho Metropolitan Museum of Art (Met) para 2028. A notícia coincide com o fechamento temporário do museu em 27 de maio para reformas, com reabertura prevista para o último trimestre do ano, a tempo de celebrar seus 25 anos em novembro.

O acordo transforma o prédio de seis andares, a histórica William Starr Miller House, no Met Ronald S. Lauder Neue Galerie, mantendo sua coleção, programação cultural e o restaurante de estilo vienense Café Sabarsky. Como parte da transação, Lauder e sua filha Aerin Lauder Zinterhofer doam 13 obras do modernismo alemão e austríaco de suas coleções pessoais, incluindo peças de Otto Dix, George Grosz, Christian Schad e Gustav Klimt.

“A fusão preservará e fortalecerá o legado da Neue Galerie em perpetuidade”, escreveu Lauder, cuja relação com o Met remonta a décadas. Em 2020, ele prometeu doar 91 peças de armaduras europeias, hoje expostas nas galerias que levam seu nome. Mais de duas dúzias de curadores do Met apoiaram financeiramente a operação, liderados por Marina Kellen French.

Fundador da Neue Galerie, Ronald S. Lauder (à esquerda), e diretor-presidente do Metropolitan Museum of Art, Max Hollein (à direita), na Neue Galerie | Foto: Thomas Loof

Para o diretor do Met, Max Hollein, a parceria consolida a posição do museu como “guardião da cultura, memória e identidade”. A fusão enriquece significativamente os acervos do Met em arte do início do século XX, incorporando obras icônicas como o Retrato de Adele Bloch-Bauer I (1907), de Klimt, além de peças de Egon Schiele, Oskar Kokoschka e Ernst Ludwig Kirchner.

Ronald Lauder e seu irmão Leonard, herdeiros da fortuna da Estée Lauder, são figuras centrais no mercado de arte. Leonard faleceu no ano passado, e 24 obras de sua coleção, incluindo três Klimts, arrecadaram US$ 456,2 milhões em leilão na Sotheby’s. Agora, Ronald opta por doar, não vender, assegurando que o modernismo austríaco permaneça acessível ao público nova-iorquino.

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