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Mercado recebe com desconfiança iPhone dobrável

Redação Culturize-se

Na segunda semana à frente da Apple, o novo CEO John Ternus anunciou a maior mudança no iPhone desde o lançamento do aparelho, há quase 20 anos. Em 9 de setembro, durante o evento anual de lançamentos da empresa, Ternus apresentou o iPhone Duo, primeiro modelo dobrável da marca, com formato semelhante ao de um caderno.

O Duo é o maior iPhone já produzido pela Apple e também o mais caro: nos Estados Unidos, os preços partem de US$ 1.999 (cerca de R$ 10,2 mil) e podem chegar a US$ 3.200 (aproximadamente R$ 16,3 mil). No Brasil, a pré-venda começa em 16 de outubro, com valores a partir de R$ 21.999. Até então, o iPhone mais caro já lançado custava US$ 900.

Segundo Ternus, o aparelho foi “inspirado no iPad”, mas com dobradiças descritas como “fluídas e completamente intuitivas”. Aberto, o Duo se assemelha a um pequeno iPad; fechado, lembra um iPhone mais largo. O executivo afirmou que a Apple buscou evitar o efeito de “dois telefones colados”, comum em outros dobráveis do mercado.

Analistas ouvidos por diferentes veículos avaliam a estreia com cautela. Ben Wood, da CCS Insight, sugeriu que a ascensão de Ternus foi calculada para coincidir com o lançamento. Já Dipanjan Chatterjee, da Forrester, alertou que o dobrável pode se tornar “um artigo de luxo com valor de status”, sem impulsionar o crescimento da empresa — caminho semelhante ao do Vision Pro, que não emplacou comercialmente. Atualmente, os dobráveis representam apenas 2% das vendas globais de smartphones, percentual que deve chegar a 4% na próxima década, segundo a FDM CCM Insight.

Foto: Divulgação/Apple

Além do Duo, a Apple revelou os modelos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max, com preços a partir de US$ 1.199 e US$ 1.299, respectivamente (R$ 11.999 e R$ 12.999 no Brasil).

O evento também trouxe novidades sobre a Siri AI, versão renovada da assistente virtual, que poderá acessar mensagens e e-mails armazenados no aparelho para responder perguntas e executar tarefas. Parte dos recursos estará disponível também no novo Apple Watch, incluindo a transcrição de conversas. Ternus classificou a ferramenta como uma “central pessoal inteligente” e garantiu que os dados continuarão protegidos, processados majoritariamente no próprio dispositivo. “Nem mesmo a Apple consegue acessar o que é seu”, afirmou.

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