Redação Culturize-se
Entre os dias 27 e 31 de agosto, Paracatu, no Alto Paranaíba mineiro, se transformará novamente em território da palavra com a realização da terceira edição do Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu). Sob o tema “Literatura, Encruzilhada e Desumanização”, o evento reunirá mais de 60 autores nacionais e internacionais em mesas de debate, lançamentos de livros, oficinas, apresentações artísticas e programação voltada ao público infantojuvenil. Toda a agenda é gratuita, com tradução simultânea em Libras e transmissão ao vivo pelo YouTube.
Neste ano, os homenageados são dois nomes centrais da literatura contemporânea: a mineira Ana Maria Gonçalves, imortal da Academia Brasileira de Letras e autora de “Um defeito de cor”, e o português Valter Hugo Mãe, cuja obra “A Desumanização” dialoga diretamente com o tema do festival. O autor luso também assina elementos visuais que marcam a identidade gráfica da edição.
O Fliparacatu aposta em ampliar sua presença na vida cultural da cidade. A iniciativa “Fliparacatu da Gente” levará para o Centro Histórico uma área dedicada à economia criativa, com espaço para gastronomia, artesanato, trançadeiras e empreendedores locais. Escolas públicas e privadas também terão participação ativa, com premiações de redação e desenho que aproximam crianças e jovens da literatura.
A programação ganha ainda uma dimensão inovadora com o Flicast, podcast oficial do festival. Sob o comando do escritor e mentor Gustavo Ziller, serão oito episódios gravados ao vivo durante o evento, reunindo autores convidados em conversas espontâneas e reflexivas. O conteúdo estará disponível nas principais plataformas de áudio, permitindo que o público revisite os debates em qualquer momento.
Além da programação artística, o festival será palco de uma importante discussão de política pública. No dia 28, o Ministério da Cultura promove um debate sobre o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL 2025-2035), reunindo o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Jéferson Assumção, e o presidente do festival, Afonso Borges. O encontro é parte do processo de construção do PNLL, que já recebeu mais de 1.500 contribuições em consulta pública e busca ampliar o acesso ao livro e fortalecer bibliotecas pelo país.
Assim, a Fliparacatu consolida-se não apenas como espaço de celebração da literatura, mas também como fórum de reflexão sobre o papel da leitura na educação, na cultura e na cidadania.