Redação Culturize-se
Nova York vive, até 17 de maio, uma de suas semanas mais movimentadas no mundo da arte. A Frieze New York 2026 ocupa The Shed, no Hudson Yards, com 68 galerias de mais de 25 países — e o Brasil aparece com força entre os expositores, consolidando uma presença que já não surpreende, mas segue impressionando.
São seis as galerias brasileiras na edição deste ano: A Gentil Carioca, Fortes D’Aloia & Gabriel, Mendes Wood DM, Mitre Galeria, Nara Roesler e Vermelho. Juntas, integram um grupo de 14 expositores latino-americanos, o maior já reunido pela feira.
A Nara Roesler é um dos destaques da programação principal. A galeria ocupa um estande compartilhado com Jonathas de Andrade e Marcelo Silveira, numa apresentação que investiga trabalho, patrimônio e transformação por meio de madeira Cajacatinga ameaçada de extinção e velas pintadas à mão — materiais que carregam camadas de história e memória do Nordeste brasileiro.
Na seção Focus, dedicada a galerias com até 12 anos de atuação e curada por Lumi Tan, espaços emergentes de São Paulo dividem espaço com representantes de Buenos Aires, Cidade do México e Londres. A seção é considerada um dos termômetros mais precisos para onde a arte contemporânea está caminhando, com ênfase em práticas experimentais e apresentações individuais de novas vozes.

A programação paralela da Frieze Week se espalha por toda a cidade, com exposições no Whitney Museum of American Art, no MoMA, no Brooklyn Museum e no Dia Beacon, transformando Nova York num vasto ecossistema de arte contemporânea por uma semana inteira.
A presença brasileira na feira não se limita às galerias. A Gomide&Co, com sede na Avenida Paulista, em São Paulo, participa simultaneamente da TEFAF New York 2026 com uma mostra dedicada a Lina Bo Bardi e Lorenzato. Uma clara demonstração de que o calendário de maio em Nova York se tornou um ponto de convergência obrigatório para o mercado de arte brasileiro.
A 15ª edição da Frieze New York chega num momento em que o mercado global recalibra rotas diante de incertezas econômicas e debates sobre tecnologia, identidade e ecologia. Nesse cenário, a vitalidade das galerias brasileiras é um sinal de que a cena do país chegou ao centro do circuito internacional e não como visita, mas como presença constante.


