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Emmy oxigena escolhas e acerta mais do que erra em 2025

Por Reinaldo Glioche

Com uma seleção longe de ser irrepreensível, mas com obras sólidas o suficiente para serem premiadas, a 77ª edição do Emmy, maior prêmio da TV americana, foi marcada pelo triunfo de séries estreantes. Foi a primeira vez desde 1988 que tanto a Melhor Comédia como o Melhor Drama são séries estreantes. Mais: a esmagadora maioria dos premiados ganharam o Emmy pela primeira vez. Foi um bálsamo para uma premiação que tornou-se mais repetitiva e previsível nos últimos anos, percepção intensificada pela disposição ao arrojo do rival Globo de Ouro.

A grande vencedora da noite foi “The Studio”, a piada interna de Hollywood criada, produzida e estrelada por Seth Rogen. A série do AppleTV+ tornou-se a comédia estreante mais premiada de todos os tempos com 13 prêmios. O curioso é que essa estatística foi quebrada pela terceira vez em cinco anos. “Ted Lasso” e “The Bear” o fizeram em 2021 e 2023 respectivamente.

“O Estúdio” rendeu quatro estatuetas para Rogen, inclusive de Melhor Ator. Jean Smart levou pelo quarto ano seguido pela série “Hacks”, sagrando-se a única intérprete já premiada a vencer na noite. Outros laureados pela primeira vez foram sua companheira de cena, Hannah Eibinder, como atriz coadjuvante em comédia; Tramell Tillman, como ator coadjuvante em drama por “Severance”, mesma série que deu a Britt Lower o troféu de atriz dramática; o apogeu na matéria, entretanto, se deu com a vitória de Noah Wyle, seis vezes indicado como coadjuvante por E.R, que finalmente foi premiado, agora por “The Pitt”, como ator dramático. A série da HBO MAX também conquistou o principal prêmio da noite, o de Melhor Série de Drama.

Foto: Reprodução/HBO MAX

“Adolescência”, o fenômeno social lançado pela Netflix em abril, ganhou tudo que podia nas categorias de série limitada, minissérie ou antologia, incluindo Melhor Série Limitada, Ator em Série Limitada, Direção, Atriz e Ator Coadjuvantes. Foi a terceira vitória consecutiva da Netflix na categoria. Nos anos anteriores triunfaram “Beef” e “Baby Reindeer”.

Embora “O Estúdio” esteja longe de ser o suprassumo que o número de estatuetas conquistadas sugira, trata-se de uma comédia divertida e espirituosa, que brinca com o universo do Emmy com despudor e esse somatório legitima a escolha. Mais felizes, porém, foram as distinções de “Adolescência” – francamente imperativa, embora a categoria tivesse ótimos candidatos – e “The Pitt”, uma série que combina o melhor do ritmo do streaming com a linguagem consagrada nas séries dos anos 90. Uma produção muito mais coesa, bem escrita e sustentada pelo elenco do que suas concorrentes. É um daqueles casos em que o prêmio alcança o melhor concorrente, embora essa condição não esteja óbvia, em detrimento de candidatos mais sofisticados.

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