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Série (in)vulneráveis retrata o cotidiano e os dilemas de profissionais de enfermagem

Redação Culturize-se

Já está em cartaz no Universal, e disponível no Globoplay, a série brasileira “(in)vulneráveis”, produção original que acompanha o cotidiano de profissionais de enfermagem em uma Unidade de Pronto Atendimento no Rio de Janeiro. Com quatro episódios exibidos aos domingos, a trama se passa na fictícia UPA Chica Xavier e aposta em um retrato realista da rotina de quem atua na linha de frente do sistema público de saúde.

A narrativa se desenvolve a partir da enfermeira-chefe Regina, interpretada por Zezé Motta. Veterana da unidade, ela é conhecida pela postura firme e pela dedicação absoluta ao trabalho. Mesmo já tendo idade para se aposentar, Regina continua no cargo, motivada pela convicção de que seu papel vai além da função administrativa: cuidar de pessoas que muitas vezes chegam à unidade sem outra alternativa de atendimento.

O enredo ganha tensão quando a médica Dra. Camila, vivida por Danni Suzuki, tenta modernizar os processos da unidade e defende que uma nova liderança assuma o posto. A disputa silenciosa pela chefia se intensifica com a pressão exercida sobre o diretor da UPA, Dr. Daniel, interpretado por Felipe Rocha.

Enquanto enfrenta esse momento delicado da carreira, Regina precisa integrar à equipe três novas profissionais: Lorena, Mercedes e Keyla. As personagens são interpretadas por Simone Cerqueira, Jade de Axé e Júlia Tizumbe.

Cada uma das novas enfermeiras carrega histórias pessoais marcantes. Lorena tenta reconstruir a vida após sair de um relacionamento abusivo e sonha em reunir novamente a família. Mercedes, mulher trans dedicada à profissão, enfrenta o desafio de estudar Medicina enquanto trabalha e lida com crises de ansiedade. Já Keyla utiliza o humor para aliviar a pressão da rotina hospitalar, ao mesmo tempo em que questiona se escolheu o caminho profissional certo.

A série também explora as origens de Regina. Antes de se tornar enfermeira-chefe, ela trabalhou como faxineira em uma instituição de saúde, onde teve a oportunidade de cursar enfermagem e descobriu sua vocação. A perda da irmã, vítima da precariedade no atendimento público, tornou-se o motor de sua dedicação à profissão.

Criada com forte inspiração na realidade do sistema público brasileiro, “(in)vulneráveis” busca deslocar o foco tradicional das séries médicas para a enfermagem — categoria fundamental na estrutura do Sistema Único de Saúde. Ao combinar drama humano, conflitos profissionais e questões sociais, a produção procura revelar as histórias que acontecem por trás da triagem e do atendimento emergencial, onde cada plantão pode transformar destinos.

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