Redação Culturize-se
Enquanto o Brasil acompanha uma mudança no mapa dos grandes eventos culturais, com a descentralização do eixo Rio-São Paulo-Minas, Belém surge como protagonista no calendário de 2025. A capital paraense vai receber shows de destaque internacional e nacional, como Mariah Carey e Ivete Sangalo, além de uma programação diversificada de feiras e manifestações culturais que reforçam sua vocação como cidade criativa e sustentável – especialmente em ano de COP30.
O anúncio da apresentação de Mariah Carey, que acontecerá em setembro, insere Belém no roteiro dos grandes espetáculos internacionais. A diva pop se apresentará em um palco flutuante em forma de vitória-régia, montado sobre o rio Guamá. O show será transmitido globalmente como parte da programação cultural da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), da qual Belém será sede. Apesar de não ser aberto ao público, o espetáculo deve atrair grande atenção da mídia e fortalecer a imagem da cidade como vitrine internacional da Amazônia.
Outro destaque é o show da cantora Ivete Sangalo, previsto para o segundo semestre no Estádio Mangueirão. A expectativa é de reunir cerca de 50 mil pessoas, consolidando o espaço como um dos principais palcos para eventos de grande porte no Norte do país. A produção local estima movimentar milhões em turismo, alimentação, transporte e serviços associados ao show.
Segundo Phillipe Bento, gerente de marketing da startup MeEventos, o crescimento da realização de eventos em estados como Pará, Goiás e Ceará – com média de 12% ao ano – indica uma mudança de paradigma no setor. “Cidades como Belém ganham destaque no cenário nacional, impulsionando a economia local e promovendo a cultura regional. É um movimento que traz benefícios duradouros para a cadeia produtiva do entretenimento fora dos grandes centros”, afirma.
Cultura, tradição e inovação
Além dos megashows, Belém terá uma programação cultural intensa ao longo de 2025. Eventos como o Festival Psica, que mistura música, arte urbana e cultura periférica, já tem edição confirmada para dezembro, com artistas nacionais e regionais. O festival vem se consolidando como uma vitrine da cultura amazônica contemporânea.

Outro evento aguardado é a Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, prevista para ocorrer em agosto, reunindo escritores indígenas, quilombolas, amazônidas e internacionais em um grande encontro literário. O evento promete integrar a agenda da COP30, com temas voltados à justiça climática, educação ambiental e direitos dos povos originários.
Também em evidência estará a Feira Amazônia +21, dedicada à bioeconomia, inovação sustentável e empreendedorismo verde. Realizada em parceria com instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil, o evento reunirá startups, investidores e governos em torno de soluções para o desenvolvimento da Amazônia.
A profissionalização do setor e o uso de plataformas como a DataEventos têm sido cruciais para essa expansão. Por meio de relatórios geolocalizados, a ferramenta mapeia oportunidades, infraestrutura disponível e retorno sobre investimento, facilitando a atração de patrocinadores e a tomada de decisões estratégicas por produtores locais.
“O fato de Mariah Carey ter aceitado o convite para se apresentar em Belém é simbólico. Mostra que há uma abertura concreta do mercado para além do eixo tradicional. A missão da DataEventos é justamente oferecer inteligência para que produtores locais consigam planejar, precificar e negociar com mais segurança”, afirma Phillipe Bento.
O cenário revela um novo capítulo para a cultura brasileira: um país de dimensões continentais, que começa a enxergar o valor de sua diversidade territorial também na agenda de grandes eventos. E Belém, em 2025, promete mostrar ao mundo que a Amazônia também canta — e encanta.