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Arte da Palavra leva literatura a 92 cidades e celebra edição especial com festival em Paraty

Redação Culturize-se

O maior circuito literário do país, o Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras, percorre o Brasil em 2025 com uma programação que envolve 47 escritores e artistas de 22 estados. Até novembro, o projeto leva bate-papos, oficinas, performances poéticas e narração de histórias a 92 cidades brasileiras, reafirmando seu papel como um dos mais abrangentes programas de incentivo à leitura no país.

Em maio, o circuito ganha uma edição especial: o Farpa – Festival Arte da Palavra, que será realizado no Polo Sociocultural Sesc Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O evento celebra a diversidade de vozes que integram o projeto e promove o intercâmbio com autores e artistas locais, oferecendo ao público um panorama das ações desenvolvidas ao longo do ano.

A pluralidade é marca registrada do Arte da Palavra, cuja curadoria é feita de forma coletiva, com representantes do Sesc de todas as regiões do país. Essa construção colaborativa resulta em uma programação que espelha a riqueza e a multiplicidade da produção literária nacional. “O Arte da Palavra permite que autores de Norte a Sul do país encontrem plateias e façam um intercâmbio da riquíssima produção literária nacional, que tem múltiplas inspirações, como é a cultura brasileira”, afirma Janaina Cunha, diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc. Para ela, o projeto também representa um estímulo à formação de novos autores e ao debate sobre o papel da literatura na construção cultural do país.

A edição 2025 traz nomes de destaque como Anderson Shon, premiado no 36º HQ Mix por sua produção independente em quadrinhos, e Preto Michel, poeta e educador social idealizador da Felip – Festa Literária das Periferias. Ambos circulam pelo Circuito de Autores, uma das três frentes do projeto, promovendo encontros entre escritores de diferentes regiões e experiências.

A artista Gení Nuñez | foto: Divulgação

Outro eixo importante é o Circuito de Oralidades, que valoriza manifestações literárias ligadas à tradição oral, como a poesia falada e a contação de histórias. Entre os nomes confirmados estão o rapper indígena MC Anarandá, da etnia Guarani Kaiowá (MS), o escritor e ativista gaúcho Rafa Rafuagi, e a contadora Fafá Conta (PR), que também é presença frequente em iniciativas voltadas ao público infantil.

Já o Circuito Criação Literária oferece oficinas com foco em diferentes práticas de escrita e processos criativos. Estão entre os participantes Taís Bravo (RJ), criadora da plataforma Mulheres que escrevem, Jô Freitas (SP), à frente do sarau Pretas Peri, e o poeta e grafiteiro Alysson Pangulim (PI), conhecido por sua atuação em slams e projetos literários nas periferias.

Criado pelo Sesc, o Arte da Palavra busca estimular a formação de leitores, difundir novas linguagens literárias e conectar artistas ao público em todas as regiões do Brasil. Com uma abordagem descentralizada e inclusiva, o projeto se consolida como um espaço de experimentação e visibilidade para autores consagrados e emergentes, reafirmando a literatura como instrumento de expressão, diálogo e transformação social.

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