Redação Culturize-se
A artista plástica catarinense Fabiana Langaro Loos, mais conhecida como Fabi Loos, chega a 2025 celebrando três décadas de dedicação às artes visuais. Sua trajetória, marcada pela diversidade de experiências e formações, tem como fio condutor a busca por transmitir alegria, boas vibrações e acolhimento por meio de cores vibrantes e composições geométricas.
Natural de Santa Catarina, Fabi construiu um repertório múltiplo que vai além das artes plásticas. Formou-se em Direito (Univali, 1994), fez pós-graduação em Design Gráfico (2004) e cursou Arquitetura e Urbanismo por dois anos. Mas sua relação com a arte começou muito antes, ainda na infância, em contato com o piano e o balé clássico. Foram dez anos de dedicação à dança — incluindo apresentações em importantes festivais como o de Joinville (SC) e Uberlândia (MG). Essa vivência corporal permanece presente até hoje em seu processo criativo. “Na criação de uma obra de arte, meu corpo como um todo se envolve”, explica em entrevista à DW.
A primeira exposição profissional veio em 1995, marco inicial de uma carreira que já soma mostras nacionais e internacionais, como quatro participações na CASACOR São Paulo e exposições individuais e coletivas em Lisboa e em diversas cidades brasileiras. Além disso, Fabi Loos atuou de forma relevante em instituições culturais: foi coordenadora da Galeria Municipal de Arte e do Arquivo Histórico da Fundação Cultural de Balneário Camboriú (2005-2008), presidiu a Associação GAP – Grupo de Artistas Plásticos da cidade e integrou a Federação das Associações de Artistas Plásticos de Santa Catarina e o Conselho Municipal de Cultura. Em 2016, inaugurou sua própria galeria e ateliê, a Fabi Loos Arts, consolidando ainda mais sua atuação no cenário artístico.

Seu estilo se firmou no abstracionismo geométrico, com predominância da tinta acrílica sobre tela, mas sempre aberto à experimentação. Para ela, a cor é o elemento central de comunicação. “Na arte quero sempre transmitir muita alegria. Que as pessoas se sintam bem, confortáveis, com muito amor”, afirma.
Na DW! Tour Balneário Camboriú, a artista apresentou trabalhos em grandes formatos, explorando estampas geométricas em tons fortes, especialmente vermelho, rosa e laranja. “São obras que vêm para aquecer, para trazer ainda mais alegria para um evento tão significativo”, diz.
Sobre o desafio de aproximar o público da arte abstrata, Fabi reconhece que é um processo contínuo: “O espectador quase sempre se sente mais confortável observando algo conhecido. No entanto, a obra abstrata só se completa no olhar de quem a contempla. Cada pessoa vai enxergar com seu repertório e sua bagagem.”
Para a artista, a pintura é mais que profissão: é necessidade vital. “Às vezes a obra fala comigo e ganha vida própria. Para mim, pintar é uma questão de sobrevivência”, conclui.