Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Os empolgantes projetos de Luca Guadagnino

Reinaldo Glioche

O italiano Luca Guadagnino continua construindo uma das filmografias mais altivas e qualificadas do cinema contemporâneo. Seus filmes americanos ostentam alma europeia e seus filmes europeus encantam por conjugar características do cinema estadunidense. Essa alcunha de cineasta do mundo, que pode ser verificada no apaixonado e inquietante “Até os Ossos”, um dos melhores filmes de 2022, ganha ainda mais substância quando se vislumbra os projetos em que o diretor está envolvido.

Foto: reprodução/Variety

O primeiro deles, “Challengers”, já em pós-produção, reúne Zendaya, Josh o’ Connor e Mike Faist em uma comédia romântica ambientada no mundo do tênis. Espere comédia, romance e a estranheza cínica de um cineasta estrangeiro no gênero. O filme deve debutar nos festivais do 2º semestre.

Em pré-produção está “Queer”, nome que dispensa traduções. O clássico LGBTQIA+ escrito por William S. Burroughs será protagonizado por Daniel Craig, cada vez mais ousado depois de ter se aposentado de James Bond. Abaixo é possível ver Craig em um comercial da vodca Belvedere dirigido por Taika Waititi. Não é possível afirmar se Guadagnino fez o convite ao ator após assistir esse incendiária ação publicitária.

https://www.youtube.com/watch?v=PwEP3l5LHS8

Com fortes tons autobiográficos, Queer acompanha Lee (Craig), que reconta a sua vida na Cidade do México ao lado de estudantes americanos expatriados e donos de bar, sobrevivendo na base de trabalhos de meio período e benefícios governamentais.

É neste momento que Lee conhecer Allerton, um jovem ex-oficial da Marinha que se torna seu amigo e amante. O personagem é inspirado por Adelbert Lewis Marker, que teve um relacionamento com Burroughs na Cidade do México nos anos 1950.

Francis McDormand também está confirmada no elenco.

O terceiro projeto, recém anunciado, será um filme sobre a vida de Audrey Hepburn e o ícone da moda e do cinema será vivido por Rooney Mara. O longa deve integrar o portfólio do AppleTV+.

São três filmes muito diferentes entre si e que sem o envolvimento de Luca Guadagnino não despertassem tanto interesse. Os últimos três longas do cineasta italiano, “Me Chame Pelo Seu Nome” (2017), “Suspiria – A Dança do Medo” (2018) e “Até os Ossos”, também foram bem diferentes, mas igualmente sedutores e instigantes.

A nova casa da Warner no Brasil

Se assinantes da HBO MAX estão incomodados com a retirada de produções, inclusive originais, do catálogo, os assinantes do Prime Video foram surpreendidos com a chegada de diversos filmes e séries produzidos pela Warner Bros. no portfólio do streaming de Jeff Bezos.

A Amazon já tinha acordo de licenciamento de alguns programas e filmes da Warner, mas agora garantiu a segunda janela para lançamentos de cinema – após oito meses de exclusividade na HBO MAX – e mais uma porção de séries e filmes, inclusive muitos clássicos . Tudo por conta da necessidade da Warner Discovery de minimizar sua dívida. A empresa retomou a política de licenciamentos e, assim, torna-se a única gigante do entretenimento com streaming próprio a fazê-lo.

Dica de série I

Foto: divulgação

E por falar em Prime Video, estreou na plataforma na última sexta (6) uma ótima série britânica que conjuga suspense e mistério com uma pitada de sobrenatural. Trata-se de “The Rig”, com seis episódios, um belo roteiro e protagonizada por Iain Glein, que depois de “Game of Thrones” tem se dedicado a séries menores, mas igualmente interessantes.

A trama acompanha um grupo de trabalhadores de uma plataforma de petróleo escocesa que prestes a voltar para o continente se depara com um fenômeno de difícil explicação com uma névoa persistente e atípica que encobre a plataforma e detona uma série de eventos sobrenaturais.

Dica de série II

Já na Netflix, a dica é “Machos Alfa”, uma série espanhola que brinca com as percepções em torno dos estereótipos de macheza nesses tempos de desconstrução da masculinidade. Os quatro protagonistas remetem a arquétipos interessantes do comportamento de homens em suas relações afetivas e refletem, ainda, a postura diante de convenções sociais em transformação.

Divertida sem ser panfletária, a série não quer forçar ninguém a ver o mundo diferente, mas tem bastante consciência do mundo em que habita e sabe que pode ser mais eficiente por meio do soft power.

Fotos: divulgação

Isso pode te interessar

Exposições

Roxo vira território de encontro em exposição em São Paulo

“ROXO em TONS” reúne oito artistas contemporâneos do circuito de artes visuais

Literatura

Merkel revisita 16 anos de poder em "Liberdade", livro de memórias que chega ao Brasil

Livro da ex-chanceler alemã percorre da infância na Alemanha Oriental à despedida da política, em 2021

Play

Produtora brasileira fará filme estrelado por Guy Pearce

Artes

Museu Thyssen-Bornemisza anuncia novo espaço dedicado à arte contemporânea em Madri

Newsletter Gratuita

Tenha o melhor da cultura na palma da sua mão. Assine a newsletter gratuita de Culturize-se. Todos os dias pela manhã na sua caixa de e-mail.