Redação Culturize-se
A Galeria de Arte Solar, localizada no morro do Pavão-Pavãozinho, entre Ipanema e Copacabana, no Rio de Janeiro, inaugura no dia 29 de abril a exposição “TOYSTÓRIA”, das artistas Sabrina Corrêa e Fernanda Botelho. Com entrada gratuita e visitação até 18 de julho, a mostra utiliza a linguagem da toy art para promover o acesso à arte contemporânea entre crianças, jovens e moradores da região.
Sob curadoria de Adriana Nakamuta, a exposição apresenta releituras do Curupira, personagem do folclore brasileiro conhecido por seus pés invertidos e orelhas de porco-do-mato. As obras transformam o guardião das florestas em figuras de estética pop, combinando referências de arte, design, moda e cultura urbana. Criadas pela dupla carioca do Estúdio Safe Art, as peças já circularam por eventos como a ArtRio e espaços expositivos na zona sul carioca.

Mais do que contemplativa, a mostra propõe uma experiência interativa. A expografia incentiva o público a participar e criar, reforçando o papel pedagógico da galeria. Segundo Nakamuta, a proposta segue a linha curatorial recente do espaço, que busca aproximar elementos do cotidiano e do imaginário popular das práticas educacionais. “Nosso objetivo não é necessariamente formar artistas, mas despertar o interesse pela arte e estimular a criatividade, especialmente entre crianças e educadores”, afirma.
Instalada há 18 anos no Solar Meninos de Luz, a Galeria de Arte Solar é a única no Rio com programação curatorial contínua dentro de uma comunidade. Sem fins lucrativos, o espaço integra arte e educação ao cotidiano local, com exposições que dialogam diretamente com o público do entorno.
De acordo com Guilherme Maltaroli, diretor da instituição, a iniciativa tem como missão democratizar o acesso à arte contemporânea. “Referências populares ampliam o engajamento e atraem um público que não tem o hábito de frequentar museus e galerias”, diz. Já a diretora pedagógica Isabela Maltarolli destaca o caráter formativo do projeto, voltado ao desenvolvimento do pensamento crítico e da educação visual.
Com mais de 40 exposições realizadas desde 2007, a galeria consolida-se como um espaço de formação cultural, articulando produção artística e impacto social em uma das comunidades mais emblemáticas da cidade.