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Exposição Bloco do Prazer chega a Fortaleza com 250 obras celebrando a cultura nordestina

Redação Culturize-se

O Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), sediado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, abre as portas, a partir de 02 de dezembro, para a aguardada exposição Bloco do Prazer. Com acesso gratuito e em cartaz até maio de 2026, a mostra investiga a Festa como uma poderosa linguagem cultural capaz de elaborar memórias, afirmar identidades e imaginar futuros no contexto brasileiro.

Inspirada na canção de Fausto Nilo e Moraes Moreira, imortalizada por Gal Costa, a exposição utiliza a alegria e a celebração como lentes para explorar a criação artística, a ancestralidade e a política do “viver junto”. Realizada pelo Ministério da Cultura e Instituto Dragão do Mar (IDM), a iniciativa conta com patrocínio da Petrobras e parceria com a Secretaria da Cultura do Ceará e o Museu de Arte do Rio.

Destaque para o eixo nordestino

A versão cearense da Bloco do Prazer foi significativamente ampliada, incorporando a vitalidade das manifestações locais, como maracatus, reisados e mestres da cultura popular. O projeto reúne cerca de 250 obras, articulando diferentes linguagens e períodos.

Foto: Divulgação

O eixo Nordeste ganha destaque especial, com a presença de mais de 50 artistas da região, incluindo mais de 30 cearenses. Nomes como Zé Tarcísio, Luiz Hermano, Charles Lessa, Heloísa Juaçaba e Raimundo Cela reafirmam o estado como um polo de produção de linguagem e pensamento. Obras inéditas, como “Cariri Delícia”, de Charles Lessa, estarão expostas, explorando temas como corpo, som, rito e ocupação da rua.

Luisa Cela, Secretária da Cultura do Ceará, destacou que a exposição reforça o compromisso do Governo do Estado com a arte como espaço de diversidade e criação coletiva. “Fortalecemos uma política cultural que valoriza o território, os saberes populares e o protagonismo dos artistas do Ceará e do Nordeste,” afirmou.

A mostra convida o público a reconhecer, nos gestos coletivos, a potência de imaginar outros futuros, fazendo “ecoar no museu o ritmo das ruas, das tradições e das invenções que movem a cultura cearense e nordestina.”

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