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ArtRio celebra 15 anos com 55 mil visitantes e foco na valorização da arte brasileira

Redação Culturize-se

A ArtRio encerrou sua 15ª edição consolidando sua posição como uma das principais feiras de arte do país, recebendo cerca de 55 mil visitantes e reforçando sua missão de valorizar a produção artística brasileira. O evento, descrito por participantes como uma das edições mais bem organizadas de sua trajetória, teve como destaque a presença de 100 colecionadores e profissionais influentes do mercado internacional de arte.

O programa de convidados trouxe representantes de instituições renomadas como Fundação Guggenheim (EUA), Tate Modern (Londres), MoCA LA (Los Angeles), Museu Tamayo (Cidade do México) e Lise Willhelmsen Art Award (Noruega). O grupo, composto por 80% de estrangeiros entre colecionadores, curadores e membros de conselhos museológicos, adquiriu mais de 200 obras de artistas brasileiros durante a feira.

“Nossa intenção era exatamente refletir a importância do evento na cena cultural do país e como, ao longo desses 15 anos, a feira reforçou o Rio de Janeiro e o Brasil no mercado internacional de arte”, afirmou Duda Magalhães, presidente da Dream Factory, organizadora do evento.

Programação diversificada

A feira organizou as participações em quatro programas distintos: Panorama, com galerias estabelecidas no mercado; Solo/Duo, apresentando projetos exclusivos; Brasil Contemporâneo, focado no “fazer com as mãos” de diferentes regiões do país; e Jardim das Esculturas, com obras que dialogaram com a paisagem carioca.

A 11ª edição do Prêmio FOCO ArtRio premiou os artistas Abiniel Nascimento, Marcus Deusdedit e Noara Quintana com residências artísticas e bolsas para dedicação exclusiva ao desenvolvimento de suas carreiras.

Uma parceria entre a ArtRio e a Prefeitura do Rio realizou a primeira Semana de Arte e Cultura da cidade, com mais de 150 eventos em todas as regiões, integrando equipamentos culturais municipais. O evento gerou 4 mil empregos diretos e indiretos, movimentando 170 empresas.

Através do Programa de Aquisição, a feira doou uma obra de Miguel Afa à Pinacoteca do Estado de São Paulo. O artista, que começou no grafite no Complexo do Alemão e estudou na Escola de Belas Artes da UFRJ, representa a diversidade da produção artística brasileira contemporânea.

Seguindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a ArtRio implementou ações socioambientais como reciclagem de estruturas, triagem de resíduos e educação ambiental. Os programas ArtRio Social e ArtRio Educação promoveram visitas guiadas para estudantes de escolas públicas e exposições em áreas com menor presença cultural.

A expectativa de impacto econômico na cidade durante a semana do evento é de R$ 130 milhões, consolidando a ArtRio como importante motor cultural e econômico para o Rio de Janeiro, equilibrando sucesso comercial com formação de público e inclusão social.

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