Redação Culturize-se
A 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) acontece entre os dias 30 de julho e 3 de agosto, reunindo grandes nomes da literatura nacional e internacional em um tributo à palavra, à memória e à invenção. Este ano, o homenageado é o poeta curitibano Paulo Leminski, autor que transgrediu fronteiras entre o popular e o erudito, e cuja obra continua reverberando com força no imaginário brasileiro.
Sob a curadoria de Ana Lima Cecilio, a Flip volta ao seu período tradicional no calendário e reúne nomes como Marina Silva, Arnaldo Antunes, Rosa Montero, Sandro Veronesi, Cristina Rivera Garza, Gregorio Duvivier, Tiago Rogero e Alice Ruiz – esta última, parceira de vida e obra de Leminski.
Além das mesas principais, a programação se expande em parcerias com casas temáticas. A Esquina piauí + Netflix promove debates sobre literatura e audiovisual, com destaque para a mesa “O Filho de Mil Homens – Do Livro à Tela”, que reunirá o escritor Valter Hugo Mãe, o diretor Daniel Rezende e a executiva Higia Ikeda. Valter, aliás, retorna à Flip após 14 anos, lançando “Educação da tristeza”, obra marcada pela reflexão sobre o luto e a memória.
A Casa Record, por sua vez, terá 15 mesas, com destaque para a participação de Ana Maria Gonçalves, eleita para a Academia Brasileira de Letras e premiada pela editora após ultrapassar 180 mil cópias vendidas de “Um defeito de cor”. Maria Ribeiro e Eduardo Moreira também participam com lançamentos e sessões de autógrafos.
A seguir, a programação principal da Flip 2025
| Data | Hora | Mesa | Participantes |
|---|---|---|---|
| 30/jul (qua) | 19h | Essa noite vai ter sol | Arnaldo Antunes |
| 31/jul (qui) | 10h | Caprichos e relaxos | Fabrício Corsaletti, Lilian Sais, mediação de Tarso de Melo |
| 12h | Tristes tramas | Anabela Mota Ribeiro, Neige Sinno, mediação de Rita Palmeira | |
| 15h | A casa, o mundo | Alia Trabucco Zerán, Lilia Guerra, mediação de Micheline Alves | |
| 17h | Todas as formas | Mar Becker, Monique Malcher, mediação de Nanni Rios | |
| 19h | A extraordinária vida comum | Pedro Guerra, Sandro Veronesi, mediação de Gabriela Mayer | |
| 21h | Pequenos países, grandes movimentos | Gaël Faye, GauZ’, mediação de Adriana Ferreira Silva | |
| 01/ago (sex) | 10h | Vide o verso | Alice Ruiz, Claudia Roquette-Pinto, Marília Garcia, mediação de Fernando Luna |
| 12h | O Brasil no espelho | Tiago Rogero, Ynaê Lopes dos Santos, mediação de Juliana Borges | |
| 15h | Tudo que desabrocha | Giovana Madalosso, Liv Strömquist, mediação de Nanni Rios | |
| 17h | Breve história do longo conflito | Ilan Pappe, mediação de Arlene Clemesha | |
| 19h | O lugar da floresta | Marina Silva, mediação de Aline Midlej | |
| 21h | Palavras: vida e obra | Gregorio Duvivier | |
| 02/ago (sáb) | 10h | Senhora Liberdade | Nei Lopes, mediação de Luiz Antonio Simas |
| 12h | Ser mulher na América Latina | Dahlia de La Cerda, Dolores Reyes, mediação de Gabriela Mayer | |
| 15h | Pertencer, transformar | Astrid Roemer, Verenilde Pereira, mediação de Adriana Ferreira Silva | |
| 17h | Invenção, memória | Cristina Rivera Garza, María Negroni, mediação de Guilherme Freitas | |
| 19h | A ridícula ideia de estar lúcida | Rosa Montero, mediação de Paulo Roberto Pires | |
| 21h | Roçar a língua de Camões | Caetano Galindo, Ricardo Araújo Pereira, mediação de Janaisa Viscardi | |
| 03/ago (dom) | 10h | Mesa Zé Kleber: Espalhar poesia | Luiz Perequê, Sergio Vaz, mediação de Juliana Borges |
Além das mesas, a Flip se firma como um espaço de celebração cultural, resistência política e profunda conexão com os afetos e os tempos atuais – da floresta à memória, da poesia ao cinema, da identidade à linguagem.
