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Storyboard vivo: a mente e o estilo de Wes Anderson no Design Museum de Londres

Redação Culturize-se

O Design Museum de Londres inaugura em novembro uma exposição visualmente arrebatadora e meticulosamente curada que mergulha no universo pastel e perfeitamente simétrico do cineasta Wes Anderson. “Wes Anderson: Asteroid to Zissou” marca a primeira vez que o público do Reino Unido tem acesso tão íntimo ao arquivo pessoal do diretor — um acervo com mais de 600 objetos que abrangem três décadas de carreira.

Desde o momento em que os visitantes entrarem no espaço, serão imersos no universo singular de Anderson: um mundo onde a nostalgia encontra a precisão, e a narrativa é filtrada por um olhar estético rigoroso. A mostra traça a evolução de Anderson desde suas primeiras experiências nos anos 1990 até suas produções mais recentes, como “Moonrise Kingdom” e “Asteroid City”.

Para fãs e cinéfilos, trata-se de mais do que uma simples exibição — é um convite ao processo criativo do cineasta. Vão estar em exibição storyboards originais, polaroides, roteiros anotados e pinturas, muitos deles inéditos ao público. Cadernos escritos à mão e esboços vão dividir espaço com maquetes e cenários em grande escala, oferecendo uma rara oportunidade de compreender como a estética característica de Anderson — retrô e atemporal, fantasiosa e emocional — é construída com tanto cuidado.

Entre os destaques mais populares estão: a impressionante maquete cor-de-rosa de “Grande Budapeste Hotel”, as máquinas de venda automática de “Asteroid City” e o icônico casaco de pele usado por Gwyneth Paltrow como Margot Tenenbaum — criado em colaboração com a FENDI. Fãs de “O Fantástico Sr. Raposo” e “Ilha dos Cachorros” vão se encantar com o terno de veludo cotelê do Sr. Raposo e a cadela Nutmeg, expostos ao lado de cenários miniaturizados e ricamente detalhados.

Mas a exposição não se limita a celebrar peças finalizadas. Uma grande seção é dedicada às técnicas artesanais que definem o cinema de Anderson. Os visitantes vão poder conferir marionetes de stop-motion, maquetes e modelos em construção que evidenciam o compromisso do diretor com a arte feita à mão em uma era cada vez mais digital.

A mostra também destaca os colaboradores criativos de longa data de Anderson — como o designer de produção Adam Stockhausen, o diretor de fotografia Robert Yeoman e a figurinista Milena Canonero — cujos trabalhos em conjunto ajudaram a definir os mundos táteis de filmes como “Os Excêntricos Tenenbaums”, “Moonrise Kingdom” e “The Life Aquatic with Steve Zissou”.

Foto: Divulgação

Para os completistas e novos admiradores, o museu ainda inclui uma sala de projeção com Bottle Rocket, o raro curta-metragem de 1993 que lançaria a carreira de Anderson nos longas-metragens.

“Esta não é apenas uma exposição — é um storyboard vivo”, afirmou o curador-chefe do museu. “Wes Anderson nos presenteou com uma linguagem visual única. Caminhar por esta exposição é entender como funciona a mente de um cineasta — da primeira centelha de uma ideia ao quadro final.”

À medida que Anderson continua a influenciar uma nova geração de artistas visuais e contadores de histórias, essa exposição histórica reforça seu status não apenas como diretor, mas como designer de mundos.

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