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Musicais brilharam no cinema em 2024

Reinaldo Glioche

Fotos: Divulgação

De vez em quando Hollywood cisma com um gênero. Pode ser o faroeste, o drama político ou o musical. Este último teve em 2024 um ano especial. Três musicais geraram grande repercussão junto ao público e a crítica. São filmes essencialmente diferentes, mas que veem no musical um expediente de conexão inapelável com o público, mas também com a história que contam.

“Wicked – Parte 1”, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros, é inegavelmente o mais tradicional deles. Adaptação da Broadway, o filme de John M. Chu não ostenta a imaginação e o arrojo criativo dos outros dois longas, mas é o que melhor mimetiza a tal conexão com público. Até porque já era um musical antes de ser cinema, o que facilita essa dialética.

Leia também: Existe vida depois do Coringa?

O segundo é “Coringa: Delírio a Dois”, lançado nos cinemas em outubro e que chega na MAX na próxima semana. O filme de Todd Phillips não é corajoso apenas por ser um musical, mas por desconstruir todo o legado de um personagem icônico e mal compreendido (?). A ousadia de alterar as placas tectônicas da narrativa de “Coringa” (2019) não foi abraçada pelo público, mas “Delírio a Dois”, em toda a sua eloquência estética e psicanalítica, será um filme cujo tempo fará justiça.

Todavia, a maneira singular com que o filme oxigena suas ideias – por meio de um musical que é também um antimusical – é brilhante. As composições originais e as releituras de obras do jazz ajudam a elevar as sensações do filme.

Se “Wicked” tem Ariana Grande e “Delírio a Dois”, Lady Gaga, ‘Emília Perez” conta com Selena Gomez, em mais uma feliz coincidência a unir esses três filmes. Cada um deles têm uma diva pop para chamar de sua. Em “Emília Perez”, porém, o show é mesmo de Zoe Saldaña no que possivelmente seja o papel de sua vida. Os números musicais em que performa transbordam da tela e abalam o espectador com ternura, gana, comiseração e admiração.

No filme, que estreia em fevereiro nos cinemas brasileiros, o chefe de um cartel de drogas mexicanos decide fazer uma cirurgia de redesignação sexual e essa premissa tão curiosa quanto encantadora molda um filme cheio de sofismas, mas com um coração potente. A música surge aqui como uma baliza operística que joga o público para essa tragédia imaginada por Jaques Audiard.

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