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“Quando as Cigarras Cantam” aborda fragmentação da identidade feminina

Reinaldo Glioche

O curta-metragem “Quando as Cigarras Cantam”, thriller psicológico dirigido por Renata Borges, estreia na próxima sexta-feira (1º), no Teatro Fábrica Das Artes, em Americana (SP), com entrada gratuita. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do local, 30 minutos antes da exibição.

Com duração de 15 minutos e uma narrativa não linear, o filme explora temas complexos, incluindo o enfraquecimento da identidade feminina, os efeitos das relações tóxicas e o papel das mulheres na sociedade atual. Estruturado em sete minicontos, “Quando as Cigarras Cantam” aborda temas como o patriarcado e as diversas formas de violência contra a mulher.

A diretora Renata Borges explica que o curta “busca discutir e refletir sobre as consequências da fragmentação da identidade feminina e as formas de violência previstas na Lei Maria da Penha: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.”

Foto: Divulgação

O projeto do filme surgiu durante o trabalho de Borges na Procuradoria da Mulher de Americana e sua formação como Promotora Legal Popular (PLP). “Os relatos de várias mulheres, de diferentes origens e classes sociais, trouxeram à tona uma autopercepção sobre o enfraquecimento da identidade feminina e as relações abusivas que eu mesma já havia vivenciado”, revela.

“Quando as Cigarras Cantam” foi filmado em três locações de Americana: o Teatro Fábrica Das Artes, uma chácara na Praia dos Namorados e o restaurante Os Visitantes Hamburgueria. Kamila Lopes, Fafá Gianfratti e Lucas Vezzani compõem o elenco principal. A direção de arte e fotografia do curta foi inspirada em referências como a lenda japonesa “Akai Ito – o fio vermelho do destino”, o livro “O Quarto 19“, da escritora britânica Doris Lessing, e a pintura barroca “Judite Decapitando Holofernes”, de Artemisia Gentileschi.

Após a estreia, o filme terá exibições em quatro sessões, com datas a serem anunciadas, no Museu de Arte Contemporânea (MAC) e na Biblioteca Municipal de Americana, além de apresentações na Mostra na Praça e no Cineclube Sofá. O curta também será disponibilizado no canal do projeto no YouTube e inscrito em festivais e mostras de cinema.

Na noite de estreia, haverá um debate com a participação do público sobre os temas “Mulheres na Direção” e “Identidade Feminina”. A produção foi financiada pela Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar 195/2022), sendo selecionada por edital promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Americana.

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