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“The Serpent Queen” é joia oculta no streaming

Por Reinaldo Glioche

Em meio à profusão de séries nas plataformas de streaming, algumas joias permanecem fora do radar do público, principalmente se são exibidas em plataformas menos populares. É o caso de “The Serpent Queen”, produção do Starz que no Brasil é exibida pelo MGM+, canal disponível para assinatura adicional no Amazon Prime Video.

Baseada no livro de Leonie Frieda “Catherine de Medici: Renaissance Queen of France”, a série criada por Justin Haythe, estreou em 2022 e rapidamente capturou a atenção do público com sua abordagem ousada e contemporânea de eventos históricos. A segunda temporada estreou em julho deste ano.

A exemplo de “The Great”, outra ótima série de época que dispensa o rigor histórico, e que também está disponível no Brasil no MGM+, as maquinações políticas na corte estão no centro da ação. O 1º ano se dedica a mostrar a chegada de uma jovem Catarina de Medici à corte francesa, onde ela enfrenta preconceitos contra sua origem italiana e pressões para gerar um herdeiro.

Esse primeiro ciclo de episódios mostra a gradual transformação de Catarina de uma outsider ingênua em uma estrategista astuta, utilizando venenos, intrigas e até mesmo magia para assegurar sua posição.

A narrativa não linear e a quebra da quarta parede são elementos que emprestam altivez à produção, que ganha mais charme e intensidade dramática com a presença ambígua e capciosa de Samantha Morton, que edifica ainda mais o ótimo texto da série.

Samantha Morton em The Serpent Queen
Fotos: Divulgação

“The Serpent Queen” se destaca no gênero de drama histórico por sua abordagem irreverente e estilizada, oferecendo uma perspectiva única sobre uma das figuras mais fascinantes da história europeia.

A segunda temporada dá um salto temporal e vemos Catarina tentando administrar a França, os conflitos nos bastidores do Poder e seus filhos. Há, ainda, a presença de Minnie Driver como a Rainha Elizabeth, que se prova uma adversária à altura de Catarina em meio à disputas comerciais na Europa. Em outra frente, Catarina precisa conter uma rebelião protestante liderada por Edith (Isobel Jesper Jones) que ameaça a própria existência da Coroa.

A crescente paranoia de Catarina e sua dependência de profecias e ocultismo, adicionam um elemento sobrenatural à trama e o infame Massacre de São Bartolomeu, um evento controverso que a série retrata de maneira impactante, explora, ainda que de maneira exagerada, o papel de Catarina nesta tragédia histórica.

O segundo ano da série é uma constatação das boas escolhas narrativas da realização, com novas matizes dramáticas, um senso de humor pervertido e uma inteligência no arranjo de conflitos que distingue a produção, a despeito da pouca repercussão na mídia especializada.

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