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Spotify se movimenta para obter mais lucro e provoca reações no mercado

Reinaldo Glioche

O Spotify está enfrentando uma forte pressão da National Music Publishers’ Association (NMPA) devido à sua recente decisão de oferecer audiolivros como parte de sua assinatura premium. Esse movimento levou à redução dos pagamentos de royalties para compositores, levando a NMPA a apresentar uma queixa à Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC). A NMPA argumenta que a reclassificação da assinatura premium da Spotify como um “pacote” permite que a empresa pague uma taxa reduzida aos compositores, uma estratégia que eles afirmam ser ilegal, uma vez que os assinantes foram automaticamente inscritos sem a opção de permanecer em um nível exclusivo de música, que atualmente não existe nos EUA. Essa reclassificação poderia reduzir os pagamentos aos compositores em cerca de US$ 150 milhões no próximo ano.

Spotify

A queixa da NMPA descreve isso como um esquema de “isca e troca” que força os consumidores a pagamentos recorrentes por serviços que podem não desejar. Eles alertam que as ações do Spotify podem minar o sistema de royalties musicais, custar milhões aos consumidores e prejudicar a concorrência. Em resposta à controvérsia, o Spotify expressou o desejo de uma resolução rápida, referindo-se aos termos previamente acordados entre editoras e serviços de streaming.

O Mechanical Licensing Collective, outro grupo envolvido na coleta de royalties, também processou o Spotify, pedindo a um tribunal federal que impeça a empresa de classificar assinaturas premium como serviços empacotados e que compense a receita perdida. Além disso, a NMPA enviou uma carta de cessar e desistir alegando que os videoclipes, letras e podcasts do Spotify usam músicas protegidas por direitos autorais sem as permissões adequadas.

Enquanto isso, o Spotify planeja introduzir um novo plano premium, mais caro, para seus usuários mais dedicados ainda este ano. Esse novo plano, esperado para custar pelo menos US$ 5 a mais por mês, oferecerá melhor qualidade de áudio e novas ferramentas para criação de playlists e gerenciamento da biblioteca de músicas. Internamente chamado de “Supremium”, este plano servirá como um complemento para os clientes existentes, permitindo que o Spotify gere receita adicional enquanto mantém a maioria dos usuários em seus planos atuais. O preço desse novo nível variará dependendo do plano base de cada usuário, com um aumento médio de 40%.

Uma das características principais da assinatura aprimorada será o acesso a áudio de alta fidelidade, um recurso que o Spotify anunciou em fevereiro de 2021, mas que foi adiado. Essa adição visa competir com serviços como Amazon Music e Apple Music, que já oferecem áudio de maior qualidade como parte de seus planos padrão. A introdução de múltiplos pontos de preço representa uma mudança na estratégia do Spotify, afastando-se de um modelo de preço único para atender a diferentes segmentos de usuários.

Esse novo nível de assinatura segue os recentes aumentos de preços para usuários do Spotify em todo o mundo. Nos EUA, o nível pago padrão aumentou para US$ 11,99 por mês, após um aumento anterior de US$ 9,99 para US$ 10,99, depois de uma década sem mudanças. O plano premium poderia potencialmente gerar centenas de milhões em receita adicional, que seria compartilhada com os detentores de direitos musicais. No entanto, ainda não está claro quantos usuários optarão por pagar mais por ferramentas de criação de playlists e áudio de alta fidelidade, já que esses recursos não aumentaram significativamente outros serviços. Os assinantes do novo nível também se beneficiarão de playlists personalizadas adaptadas às suas atividades e preferências, que se ajustarão com base no comportamento do usuário.

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