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Novo “Transformers” revitaliza franquia e aponta novos rumos

“O Despertar das Feras” talvez seja o exemplar mais divertido da série desde o original e introduz o conceito de universo compartilhado para as propriedades intelectuais da Paramount Pictures baseadas em brinquedos

Por Reinaldo Glioche

A cada novo filme da franquia “Transformers”, aquela pergunta angustiante: “por que mais um?”. Seis anos depois de “O Último Cavaleiro”, último filme dirigido por Michael Bay, e cinco anos depois do bem-sucedido spin-off “Bumblebee” (2018), “O Despertar das Feras” projeta um recomeço mais focado, mas não menos ambicioso para autobots e companhia ltda.

Steven Caple Jr., que tem no currículo o decepcionante “Creed II”, traz um frescor para a franquia que abraça protagonistas mais diversos – embora uma piada com Mark Wahlberg, protagonista do quarto e quinto filmes, seja a maior estrela da brincadeira toda -, apostando mais no humor e em cenas de ação menos megalomaníacas do que seu antecessor.

Foto: Divulgação

Anthony Ramos, de “Em um Bairro de Nova York” e Dominique Fishback, da recente série “Swarm”, são os protagonistas do núcleo humano. Para uma série que já teve Shia LaBeouf, Megan Fox e o já citado Wahlberg, é um claro movimento de comedimento, além de ajuste às pautas contemporâneas.

O pieguismo continua sendo uma força motriz de “Transformers”, mas há boas novas. Com ambientação nos anos 90, flagramos um Optimus Prime muito mais inseguro de suas decisões e ainda reticente quanto aos humanos. Miragem, na versão original dublado por Pete Davidson e que ganhou conotação carioca ‘sangue bom’ na versão dublada, é quem rouba a cena. São dele as melhores one liners, aquelas frases de efeito que cativam a audiência.

De olho no futuro

A trama, claro, é apenas um detalhe, mas os autobots se juntam aos Maximals para proteger uma chave que permite viajar no espaço tempo acessando diferentes mundos. Predacons e Terracons ganham destaque aqui. Junto aos Maximals, eles são descendentes dos Autobots e Decepticons e podem se transformar em diferentes animais e criaturas.

Com a ideia de metaverso bastante consolidada no cinemão – um filme indie sobre o tema (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) acaba de ganhar o Oscar, a Paramount viu uma brecha para refinar duas de suas principais franquias e há, aqui, um aceno para essa possibilidade com uma importante passagem relacionando os eventos do filme com a agência G.I Joe.

“Transformers: O Despertar das Feras” é, neste sentido, um reboot para uma franquia que já parecia suficientemente desgastada, mas que recupera o fôlego com uma aventura muito bem-ajambrada e cheia de personalidade. Uma das surpresas dessa temporada de blockbusters!

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