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Disney segue linha adotada pela Warner no streaming

Por Reinaldo Glioche

A guerra dos streamings ainda não acabou, mas Disney e Warner parecem jogar em uma divisão diferente de Netflix, Amazon e Apple. É essa a constatação possível em face do precedente aberto pela gestão de David Zaslav à frente da Warner Discovery e agora adotada pela Walt Disney Co.

Bob Iger, CEO da Disney |Foto: Reprodução/THR

Na última semana em apresentação a investidores, o CEO da Disney, Bob Iger, apresentou números pouco animadores e estratégias que podem ser lidas como recuo estratégico. As perdas nos negócios diretos ao consumidor da Disney continuaram a diminuir, caindo para US$ 659 milhões no trimestre, em comparação com US$ 1,1 bilhão no trimestre anterior e o pico de US$ 1,5 bilhão no que seria o último relatório de lucros de Bob Chapek como CEO.

Em um sinal de como a empresa planeja abordar a economia do streaming, a diretora financeira (CFO) Christine McCarthy afirmou que a Disney está revisando os programas e filmes em seus serviços e que “irá remover certos conteúdos das plataformas de streaming”.

O Disney+ encolheu nos EUA. A plataforma perdeu cerca de 4 milhões de assinantes. O que talvez explique a iniciativa de juntar Hulu e Disney+ em um único app, uma demanda antiga de muitos, mas que esbarrava na resistência da Disney por não ser a única detentora do Hulu. A empresa começará a lançar o novo aplicativo até o final do ano. Os apps, a princípio, continuam sendo comercializados de maneira independente também. Mas é inegável o caráter de transição.

Iger também mencionou que a compra da participação da Comcast no Hulu pela Disney ainda não foi “totalmente determinada”, mas após estudar o potencial de negócios, ele agora vê benefícios em manter o conteúdo de entretenimento geral (como visto no Hulu, nos EUA, e no Star+, no Brasil) em combinação com o Disney+.

A Disney possui a maioria das ações do Hulu, enquanto a Comcast detém um terço. A partir de janeiro de 2024, a Comcast pode exercer sua opção de venda para exigir que a Disney compre sua participação, ou a Disney pode usar sua opção de compra para forçar a Comcast a vender sua participação.

A plataforma de SVOD do Hulu, assim como seu pacote de SVOD e TV ao vivo, está gerando mais receita por usuário do que qualquer outra oferta de streaming da Disney, mesmo com os resultados do segmento em declínio no primeiro trimestre.

A fusão de streamings, ainda que em caráter cautelar, pela Disney, e a remoção de conteúdos sem muita audiência foram estratégias adotadas por Zaslav na Warner Discovery.

Nic Chiquè

Não faz muito tempo que o Drácula de Nicolas Cage foi destaque nesta coluna Play. “Renfield – Dando a Vida pelo Chefe” está em cartaz nos cinemas e é uma belíssima sátira que se alimenta desses tempos de correção política. Longe de ser perfeito, o filme ganha muito em charme com a personificação entre o caricato e o esfomeado de Nicolas Cage como um Drácula possessivo e abusador.

Jason Statham + tubarão pré-histórico = filme do verão americano?

A fórmula deu certo em 2018 e pelo que se vê no primeiro trailer divulgado na última semana (um megatubarão devora um T-Rex) vai dar (muito) certo em 2023. Jason Statham, o astro que não se chama Tom Cruise mais confiável do cinemão está de volta para a sequência do longa que foi um inesperado hit de bilheteria em 2018.

O dilema Jonathan Majors

Não faz muito tempo que Jonathan Majors era louvado por uma rara façanha, emplacar dois diferentes filmes no topo das bilheterias americanas em semanas sequenciais. Os longas eram “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” e “Creed III”. O início de 2023 foi vertiginoso para o ator, que ainda foi bastante celebrado em Sundance por sua performance em “Magazine Dreams”. O papo já era de indicação ao Oscar.

A queda de Jonathan Majors foi ainda mais vertiginosa. O ator foi preso em 25 de março em Nova York após a polícia responder a uma ligação para o número de emergência 911. A polícia informou que uma mulher de 30 anos alegou ter sido agredida pelo ator e sofrido lesões leves na cabeça e no pescoço. Priya Chaudhry, advogada de defesa criminal de Majors, negou qualquer irregularidade por parte de seu cliente, mas as investigações encontraram provas contundentes. A agência que representa o ator o abandonou e Disney e Marvel discutem seu futuro nas produções da casa.

O ator deve comparecer em juízo em 13 de junho e até lá se esforçar para ficar fora da mídia. A despeito das acusações de racismo que pipocam na internet (comparações com Esrza Miller dão o tom das críticas), parece seguro dizer que Majors pode até ser perdoado por Hollywood (muitos outros bad boys o foram), mas ele é o 1º caso vívido no pós-#MeToo e isso também tem seu peso.

De concreto, um talento bruto sucateado por um ego inflado e maus hábitos que nem sempre podem ser empurrados para debaixo do tapete. As redes sociais adoram tergiversar, mas Majors deve se assentar naquela ingrata fileira em que estão figuras como Roman Polanski, Johnny Depp e Casey Affleck. O X da questão é que Majors, diferentemente desses, ainda estava construindo seu nome. Ele não tem público para evocar qualquer tipo de leniência.

Foto: Reprodução/THR

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