Redação Culturize-se
O crescimento do consumo do YouTube em todo o mundo já coloca a plataforma de vídeos do Google em disputa direta com a TV linear pela liderança não somente da atenção das pessoas como também das verbas de publicidade. Um relatório divulgado na quinta-feira (16) pela Warc — empresa do grupo Lions, responsável pelo festival de criatividade Cannes Lions — aponta que, em 2025, o YouTube faturou mais de US 60 bilhões.
Apesar de já figurar nesse patamar e de incrementar sua presença na disputa pela atenção do público e pelas verbas das marcas, o YouTube enfrenta uma desaceleração no crescimento publicitário. Em 2024, a plataforma havia apresentado crescimento de 14,7% na captação de verbas publicitárias. Já em 2025, essa alta foi de 11,7%. A estimativa é que, para 2026, o percentual de crescimento fique em 7% e que tenha uma ligeira alta em 2027, ficando em 7,9%.
Como responsáveis por essa desaceleração, a Warc cita tanto o próprio amadurecimento da plataforma como um player de mídia como também o aumento da concorrência, pela atenção do público, com outras redes sociais e plataformas de streaming. Entre os principais concorrentes foi apontado o TikTok, que tende, segundo projeções, a ultrapassar as receitas publicitárias do YouTube em 2028, além da Netflix, que graças à criação dos planos com anúncios passou a figurar nas estratégias de mídia de grandes anunciantes. De acordo com o relatório, há a expectativa de que, em 18 meses, a Netflix consiga um faturamento publicitário maior do que o YouTube.

Ainda segundo os dados da Warc, o YouTube é utilizado por quase 2,6 bilhões de pessoas no mundo todos os meses. Em 2025, esses usuários passaram, em média, 58 minutos por dia na plataforma — dez minutos a mais que em 2024, quando o uso médio diário foi de 48 minutos. O país líder no YouTube é a Índia, com mais de 500 milhões de usuários ativos, seguida pelos Estados Unidos (254 milhões) e pela Indonésia (151 milhões). O Brasil aparece em quarto lugar, com 150 milhões de usuários ativos.
O estudo também aponta uma mudança no consumo da plataforma, que passa a ocupar telas cada vez maiores. Nos Estados Unidos, as TVs conectadas representam 45% do tempo consumido no YouTube, com sessões superiores a 45 minutos. Globalmente, o uso da plataforma é distribuído em diferentes faixas etárias, com destaque para o grupo de 25 a 34 anos, que corresponde a 21,7% dos usuários globais, e o grupo de 35 a 44 anos, que responde por 18,5%.