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Primavera Sound São Paulo 2026 reúne cinco artistas que fazem do pop um território de experimentação

Redação Culturize-se

Smerz, underscores, Ecco2k, Sophia Stel e Métrika têm sonoridades distintas, mas compartilham a disposição de cruzar fronteiras. Todos integram o line-up do Primavera Sound São Paulo 2026 e tratam os gêneros como matéria-prima, combinando club music, R&B, rap, trap, reggaeton, synth-pop, hyperpop e música experimental para criar universos próprios.

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A tecnologia é outro ponto em comum. Vozes processadas, sintetizadores, batidas fragmentadas e texturas digitais aparecem como parte da expressão de cada um, e não apenas como recurso de produção. Na prática, o artificial não se opõe ao íntimo e pode ser uma forma contemporânea de acessá-lo.

O duo norueguês Smerz, formado por Catharina Stoltenberg e Henriette Motzfeldt, transforma sensualidade e vulnerabilidade em uma linguagem eletrônica ao mesmo tempo delicada e estranha. Entre R&B, techno, pop e ritmos quebrados, faz canções que soam íntimas e “alienígenas”. O sueco Ecco2k, ligado ao coletivo Drain Gang, caminha por terreno próximo. Ele troca convenções do hip-hop por paisagens etéreas, falsetes processados e uma estética digital luminosa, numa experiência quase transcendental.

Já underscores, projeto da norte-americana April Harper Grey, converte a cultura da internet em um pop maximalista que reúne hyperpop, pop-punk, dubstep, future bass, jazz e rock alternativo, sem perder a vocação melódica. A brasileira Sophia Stel ocupa um espaço mais silencioso e confessional. Combina synth-pop, eletrônica e R&B em uma sonoridade atmosférica, com vocais marcantes e produções que equilibram melodia e experimentação para falar de vulnerabilidade, desejo e introspecção.

Métrika, por sua vez, traz o trap, a música urbana e o reggaeton espanhol. Entre beats pesados, autotune e letras explícitas, usa sexualidade, humor e fantasia para construir uma persona pop radical e provocadora.

É nos encontros e nas diferenças entre os cinco que a presença deles no festival ganha interesse. O pop aparece como espaço de experimentação e leva ao palco referências contemporâneas, forte presença digital e movimentos urbanos, o que reforça a curadoria como um dos diferenciais do Primavera Sound.

Metrika | Fotos: Divulgação

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