Redação Culturize-se
O Sesc Niterói apresenta a mostra Órbitas Abstratas, dedicada à produção contemporânea de artistas brasileiras que exploram a abstração na gravura. A exposição, com curadoria de Ana Carla Soler, reúne obras de sete artistas — Adriana Moreno, Ana Takenaka, Elaine Arruda, Helena Lopes, Kika Levy, Laila Terra e Renata Basile — e pode ser visitada gratuitamente até 8 de fevereiro de 2026. A iniciativa é realizada por meio do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar.
Resultado de uma pesquisa que a curadora desenvolve há cinco anos, Órbitas Abstratas traça um panorama da gravura abstrata no Brasil atual, reunindo artistas de diferentes regiões, gerações e estágios de carreira. “Temos contrastes regionais, geracionais, de fase de carreira e de técnicas. Há artistas das regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. De Brasília, Belém do Pará e do eixo Rio-São Paulo”, explica Soler. Entre as participantes, estão a veterana Helena Lopes, de 84 anos, e nomes mais jovens como Ana Takenaka, de 30, e Adriana Moreno, de 36.


A curadora destaca que a mostra propõe um estudo visual da “abstração entre a forma e a mancha”, conceito que orienta a escolha das obras. “Nesse recorte contemporâneo, a abstração se revela como uma vertente de pesquisa do artista. As manchas surgem do gesto e da técnica, enquanto as formas se elaboram na geometria ou em margens orgânicas”, detalha. O projeto tem como referência teórica o livro “Abstracionismo – Geométrico e Informal” (Sesc Tijuca, 1987), de Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale.
Órbitas Abstratas é a segunda etapa de uma pesquisa mais ampla de Ana Carla Soler sobre a gravura contemporânea feita por mulheres no Brasil. A primeira parte, intitulada Gravadas no Corpo, reuniu 44 artistas que investigam a figuração e foi exibida em São Paulo (Bananal Arte e Cultura) e no Rio de Janeiro (Instituto Inclusartiz).