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Exposição reflete sobre seis décadas de ensino artístico no Brasil

Redação Culturize-se

A partir de 26 de março, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) inauguram a exposição FAAP na coleção do MAM: a formação do artista, em cartaz até 28 de junho no Museu de Arte Brasileira (MAB FAAP), em São Paulo. Com curadoria de Cauê Alves e Marcos Moraes, a mostra reúne cerca de 160 obras de mais de 80 artistas que passaram pela FAAP como estudantes ou professores, compondo um panorama que atravessa gerações e evidencia a dimensão contínua da formação artística.

Organizada em três núcleos — alunos, professores e artistas residentes —, a exposição propõe um percurso que acompanha seis décadas do curso de artes visuais da FAAP, expandindo-se também para áreas como cinema, publicidade e comunicação visual. A proposta curatorial desloca a ideia de formação de um eixo estritamente técnico para um campo mais amplo, entendido como processo em constante transformação, atravessado por experiências, trocas e pela interlocução com o mundo contemporâneo.

Segundo os curadores, a mostra busca refletir sobre os vínculos entre ensino, prática e reconhecimento institucional na arte brasileira. Nesse sentido, o diálogo entre a escola e o museu aparece como um elemento estruturante: enquanto a FAAP se consolida como espaço de formação e experimentação, o MAM opera como instância de legitimação, mediação e circulação das obras. A parceria entre as duas instituições, inédita até então, reforça esse intercâmbio e amplia o alcance do acervo do museu.

Carmela Cross, Escada (1968) | Foto: Ding Musa

O conjunto de artistas presentes evidencia essa relação. Nomes como Leda Catunda, Regina Silveira, Vik Muniz e José Leonilson dialogam com diferentes gerações e trajetórias, revelando como a formação artística se constrói de maneira expandida e contínua. Cada obra, nesse contexto, funciona como testemunho do entrelaçamento entre percursos individuais, ambiente pedagógico e inserção institucional.

A exposição também destaca o impacto dos programas de residência artística da FAAP, ativos há três décadas em São Paulo e Paris, e responsáveis por acolher mais de 450 artistas. Esses programas reforçam a ideia de formação como travessia permanente, que ultrapassa os limites da sala de aula e se projeta em redes internacionais de produção e circulação.

Criadas no final dos anos 1940, a FAAP e o MAM compartilham origens ligadas ao desenvolvimento do circuito artístico brasileiro, impulsionadas por figuras como Yolanda Penteado e Armando Alvares Penteado. Hoje, essa convergência histórica se atualiza na exposição, que integra o programa MAM em Movimento, iniciativa que leva o acervo do museu a outras instituições durante a reforma de sua sede, ampliando diálogos e reafirmando o papel das parcerias na construção do debate público em arte.

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