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Minissérie do Prime Video expande universo de Blade Runner e resgata temas centrais de Phillip K. Dick

Redação Culturize-se

A aguardada série “Blade Runner 2099”, que estreia em 25 de novembro no Amazon Prime Video, promete uma das maiores expansões já feitas no universo criado por Ridley Scott. Com oito episódios lançados de uma só vez e sem planos para segunda temporada, a produção assume o formato de minissérie e aposta em uma história fechada, guiada pela showrunner Silka Luisa e supervisionada de perto pelo próprio Scott.

A trama avança 50 anos após os eventos de Blade Runner 2049 e apresenta uma Los Angeles completamente transformada: após uma revolta, os replicantes venceram a guerra e agora governam a cidade, enquanto os humanos foram rebaixados à condição de cidadãos de segunda classe. Nesse cenário distópico invertido, duas protagonistas representam lados opostos dessa nova ordem.

Michelle Yeoh interpreta Olwen, uma Blade Runner replicante veterana que vive os últimos dias de sua vida — replicantes sabem exatamente quando seu tempo projetado termina. Sua jornada ecoa a de Roy Batty, mas pela perspectiva de quem caça seus semelhantes enquanto enfrenta a própria finitude. Já Hunter Schafer vive Cora, uma humana fugitiva que passou a vida inteira escapando de Blade Runners e assumindo identidades falsas. Para proteger o irmão, ela adota sua última máscara: fingir ser uma replicante e se infiltrar no sistema. As duas são forçadas a trabalhar juntas caçando replicantes fugitivos, até serem arrastadas para uma conspiração capaz de colapsar Los Angeles.

Michelle Yeoh e Hunter Schaffer na Comic Con de San Diego | Fotos: Divulgação

A série também se aproxima mais do livro “Do Androids Dream of Electric Sheep?”, de Philip K. Dick, do que qualquer produção anterior. Elementos como o apresentador Buster Friendly, ausente no filme de 1982, retornam ao centro da narrativa. A estética busca capturar o tom “chiclete e sombrio” da obra, misturando cores vibrantes com temas existenciais profundos — como a definição de humanidade e o papel da empatia.

Visualmente, “Blade Runner 2099” rompe com o neon chuvoso e o clima frio dos filmes anteriores. Silka Luisa define o estilo como “Sunlit Noir”, um noir ensolarado que ilumina a distopia. Filmada em Praga e na Catalunha, a série aposta em ambientes industriais e costeiros sob luz intensa. A mudança gerou reações mistas: alguns fãs elogiam o renascimento visual; outros acham o mundo “limpo demais” para o padrão cyberpunk.

Com elenco que inclui Tom Burke, Sheila Atim e Matthew Needham, “Blade Runner 2099” promete unir tradição e reinvenção, explorando novas camadas filosóficas e visuais de um dos universos mais cultuados da ficção científica.

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