Redação Culturize-se
Até 8 de novembro, São Paulo se transforma novamente em uma galeria a céu aberto com a sexta edição do NaLata Festival, evento que celebra a arte de rua e a democratização do espaço público. Idealizado e curado por Luan Cardoso, o festival expande fronteiras e chega também a Amsterdã, na Holanda, com a exposição Brazilian Soul, em cartaz no STRAAT Museum, o maior museu de arte urbana do mundo.
Segundo Cardoso, o objetivo é “celebrar a arte e todo o potencial do seu impacto estético e social”, levando para as ruas e para a Casa NaLata, em Pinheiros, o encontro entre artistas de diferentes origens e linguagens. Este ano, o evento apresenta quatro grandes empenas pintadas por nomes como o grego INO, a alemã Hera, a canadense Laurence, a americana Rowan Bathurst e o brasileiro No Martins, que se destaca por obras que abordam a questão racial e social no país.
Na Casa NaLata, epicentro do festival, o público pode vivenciar instalações, esculturas, pinturas, fotografias e obras infláveis de 19 artistas. O espaço oferece uma experiência imersiva, com loja, bares, oficinas e workshops que aproximam os visitantes da produção contemporânea e das diferentes vertentes da arte urbana. Entre os destaques estão o coletivo alemão Numen/For Use, a canadense Laurence Vallières, o muralista Alexandre Orion, e artistas brasileiros como Nunca, Tinho, Flavio Samelo e Vigas.
Com o braço internacional Brazilian Soul, o NaLata se consolida como o primeiro festival brasileiro de arte pública a ocupar o continente europeu, levando o legado da arte urbana nacional a novos públicos. Desde 2020, o evento já reuniu mais de 65 artistas e transformou 13 quilômetros quadrados da capital paulista em mural de cores, crítica e celebração.
