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A arte e a alma do sertão nas cores de Roxinha Lisboa

Redação Culturize-se

A CAIXA Cultural Recife apresenta até 23 de novembro a exposição “Roxinha Lisboa – Meu Brasil Interior”, dedicada à trajetória da artista popular alagoana Maria José Lisboa da Cruz, conhecida como Roxinha. A mostra, inaugurada em setembro, reúne mais de 80 obras que retratam a vida, a religiosidade e as celebrações do sertão nordestino. A exposição tem entrada gratuita e classificação livre.

Mais do que uma retrospectiva, o projeto foi concebido como espaço de inclusão e democratização da arte, incorporando tecnologias e recursos inéditos. Entre eles, destaca-se a audiodescrição com inteligência artificial, que recria a voz de Roxinha para narrar cada obra, permitindo ao visitante uma experiência sensorial única. Também estão disponíveis fones redutores de ruído, voltados a pessoas autistas, neurodivergentes e com sensibilidade auditiva. Na abertura, realizada em 23 de setembro, todas as falas e visitas guiadas contaram com tradução em Libras, reforçando o compromisso com a acessibilidade plena.

Nascida em 1956, em Lagoa de Pedra (AL), Roxinha trabalhou na roça, em pedreiras e como gari antes de descobrir a pintura aos 59 anos. Autodidata, transformou memórias e afetos em imagens vibrantes, tornando-se um dos principais nomes da arte naïf brasileira.

A mostra se divide em três núcleos: “Casa Ateliê de Roxinha – Vida no Interior”, “Novelas da Vida – A Arte e a TV no Imaginário Brasileiro” e “Cartas para Roxinha – Uma Conversa com a Arte”. Recife é a primeira parada de uma itinerância que ainda passará por Brasília, Curitiba, Fortaleza, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, consolidando o projeto como uma das mais amplas celebrações da arte popular nordestina.

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