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Ana de Armas testa longevidade do universo de John Wick no cinema

Por Reinaldo Glioche

Situado entre o terceiro e o quarto filmes da franquia “John Wick”, “Bailarina” cumpre bem a função de expandir o universo da série protagonizada por Keanu Reeves, incrementando a mitologia, introduzindo novas organizações de assassinos e sem deixar de ser, ao mesmo tempo, um singelo filme de vingança com cenas de luta extremamente bem coreografadas.

Há, ainda, uma porção de easter eggs para os fãs mais fervorosos se esbaldarem. Desde armas improvisadas – como um patins de esqui – à presença luxuosa de Keanu Reeves. Aliás, esse trunfo acaba se revelando uma das fragilidades do longa, já que sempre que Wick está em cena, o filme torna-se inescapavelmente mais interessante, o que talvez exponha certa limitação desse universo se segurar sozinho.

Se este fato ajuda a entender o porquê da Lionsgate ter confirmado um quinto filme da série a despeito do personagem ter morrido (?) ao fim do quarto filme, também demonstra que ainda há apelo suficiente neste mundo de assassinos e violência gráfica para justificar a empreitada de erguer um universo compartilhado.

O acerto em “Bailarina” começa pela escalação do diretor. Len Wiseman é responsável por alguns dos filmes de ação mais bacanas do início deste século, entre eles “Duro de Matar 4.0” (2007) e “Anjos da Noite – Undrworld” (2003), que também se desmembrou em um universo de filmes que opunham lobisomens e vampiros.

Wiseman sabe que o trabalho dos dublês e as cenas de luta são as verdadeiras estrelas aqui e não se furta a emendá-las umas nas outras sem se importar com a coerência cênica muitas das vezes.

Leia também: Legado de John Wick se avoluma com novos projetos

A pressão sobre “Bailarina” não é desprezível, já que a bilheteria do filme pode sepultar a ideia de um universo John Wick no cinema, confinando-o apenas ao streaming – onde já teve a série “The Continental” – , ou vitaminar suas possibilidades. Ana de Armas, uma daquelas atrizes magnéticas – e que curiosamente contracenou com Keanu Reeves em um de seus primeiros papeis (o terror divertido “Bata Antes de Entrar”, de 2015) – parece a escolha certa para o papel. Carismática e atlética, ela reveste sua Eve Macarro dos mesmos predicados que fizeram do taciturno personagem de Reeves um sucesso. Sua assassina é pacata, silenciosa, sagaz, obstinada e com algumas tiradas espirituosas.

Em uma temporada de verão americano cheio de filmes de ação liderados por personagens masculinos, “Bailarina” não deixa de ser uma bem-vinda novidade, ainda que se apoie essencialmente na sombra de John Wick.

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