Redação Culturize-se
Encerrada no último domingo (7), em São Paulo, A Feira do Livro reafirmou sua posição como um dos principais eventos literários do país. Embora os números oficiais de público ainda não tenham sido divulgados, editoras participantes relataram crescimento nas vendas, ampliação do alcance junto aos leitores e satisfação com um formato que, em poucos anos, já se consolidou no calendário cultural paulistano.
O desempenho comercial foi um dos destaques da edição. Na Livraria da Travessa, responsável pela loja oficial do evento, o livro mais vendido foi “Elogio à saudade”, de Fernando José de Almeida, publicado pela Seja Breve. O resultado surpreendeu organizadores e expositores, especialmente após a participação do autor em uma mesa que emocionou o público ao abordar a experiência da perda de sua filha.
Entre os grandes grupos editoriais, os números reforçam o momento positivo do setor. O Grupo Companhia das Letras registrou crescimento de 28% no volume de vendas e de 25% no faturamento em relação ao ano anterior. O Grupo Editorial Record também apresentou resultados expressivos, com aumento de 10% nas vendas em comparação a 2025. A editora comercializou mais de 800 títulos diferentes durante o evento, combinando o sucesso de lançamentos recentes com obras já consagradas do catálogo.
Outras casas editoriais relataram avanços significativos. A Autêntica registrou crescimento de 7,3%, enquanto a Rocco informou que suas vendas dobraram em relação à última participação no evento, em 2024. Já a Editora Ercolano alcançou aumento superior a 60% no faturamento, consolidando a Feira como uma data estratégica para seus negócios. A editora Âyiné destacou a oportunidade de ampliar sua visibilidade e conquistar novos leitores.

Além da movimentação comercial, a Feira serviu como vitrine para iniciativas voltadas ao fortalecimento do mercado editorial. Entre elas está a Cadeia Produtiva Local (CPL) de Livros e Editoras de São Paulo, vinculada ao programa SP Produz, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado. A iniciativa reúne empresas do setor com o objetivo de fomentar a leitura, gerar empregos e promover práticas mais sustentáveis em toda a cadeia produtiva.
O primeiro projeto da CPL será a criação do Selo Escola Amiga do Livro, destinado a reconhecer instituições que colocam a leitura no centro de suas práticas pedagógicas. Atualmente, as empresas participantes da cadeia produtiva empregam cerca de mil trabalhadores diretamente, além de 500 empregos indiretos e aproximadamente 100 postos temporários gerados durante grandes eventos.
Com resultados positivos e perspectivas de expansão, A Feira do Livro encerra mais uma edição fortalecida, confirmando seu papel como espaço de encontro entre leitores, autores, editoras e iniciativas voltadas ao desenvolvimento da cultura do livro no Brasil.