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Exposição no Rio reúne mulheres latino-americanas que tecem arte e resistência

Redação Culturize-se

O Instituto Artistas Latinas inaugura no próximo sábado (14) a exposição “Tecendo histórias — arte têxtil latino-americana”, no Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro. Com entrada franca e visitação até 14 de junho, a mostra reúne obras de 11 artistas e dois coletivos da Argentina, Brasil, Guatemala e Peru, com foco na produção feminina que atualiza técnicas ancestrais em diálogo com pautas políticas e estéticas contemporâneas.

A curadoria é assinada por Francela Carrera, com co-curadoria de Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues. Para Carrera, a escolha pelo têxtil reflete um momento de virada para a linguagem. “Antes considerada uma arte menor, agora ganha força não apenas pela dimensão estética, mas também pelo sentido político que incorporou”, afirma. A expografia é de Gisele de Paula, arquiteta da 36ª Bienal de São Paulo.

A mostra está organizada em cinco núcleos curatoriais. Em “Mobilização social”, obras do Coletivo Nacional de Mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens e das Serigrafistas Queer aparecem como instrumentos de denúncia e engajamento coletivo. “Uma Geografia Sensível” traz criações de Ana Teresa Barbosa, Angélica Serech, Claudia Lara e Mayara, com cartografias íntimas sobre território, ancestralidade e pertencimento. O núcleo “Têxtil Expandido — Corpo, Imagem e Performance” reúne iahra e Rafa Bqueer em trabalhos que cruzam moda e performance para investigar identidade e matéria.

Em “Retratos: presença e matéria”, Karine de Souza, Laís Domingues e Mónica Millán exploram autorrepresentação e memória por meio do bordado e da impressão com materiais naturais. Já “Espiritual e Sagrado” apresenta bordados de Cláu Epiphanio e Nádia Taquary sobre ancestralidade afro-brasileira e sagrado feminino.

Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua para ampliar o reconhecimento da produção de mulheres na arte contemporânea. “A exposição entrelaça memórias, territórios e histórias de resistência, reafirmando a potência da arte têxtil como linguagem contemporânea”, resume Paulo Farias, fundador e diretor artístico da instituição.

Cláudia Lara – Jardim Ancestral

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