Redação Culturize-se
Com o Halloween à espreita, uma pesquisa do YouGov investigou as crenças e experiências dos americanos em relação ao paranormal. Os achados revelam que uma parcela significativa da população já encontrou pessoalmente o que percebe como eventos de outro mundo, e muitos creem na existência de seres e habilidades sobrenaturais.
O levantamento descobriu que 60% dos americanos relatam ter tido pelo menos uma das 13 experiências paranormais listadas na pesquisa, uma ligeira queda em relação aos 67% de 2022. Os encontros mais comumente relatados envolvem sensações sutis:
- Sentir uma presença ou energia desconhecida (35%)
- Sentir um odor inexplicável (32%)
- Ouvir um som ou música inexplicável (31%)
- Ouvir a voz de alguém que não estava ali (26%)
- Sentir uma mudança inexplicável de temperatura (26%)
Bem menos americanos afirmam ter testemunhado fenômenos mais dramáticos, como ver um anjo (10%), fumaça inexplicável (9%) ou um demônio (7%).
Casa assombrada
Quase um em cada cinco americanos (18%) acredita ter vivido em uma casa assombrada. Não surpreendentemente, aqueles que tiveram essa experiência são muito mais propensos a relatar uma variedade de encontros paranormais. Por exemplo, a maioria desse grupo relata sentir uma presença (71%), ouvir som ou música inexplicável (62%) e sentir odores inexplicáveis (58%).
Ao avaliar suas experiências, os americanos estão um tanto divididos sobre a causa. Entre aqueles que tiveram um encontro paranormal, 35% inclinam-se para uma explicação sobrenatural ou de outro mundo, enquanto 33% acreditam ser mais provável uma explicação científica da qual ainda não têm conhecimento. Curiosamente, homens que tiveram experiências paranormais são mais propensos do que mulheres (38% contra 28%) a optar pela explicação científica.

A crença na existência de várias entidades sobrenaturais permanece forte. Demônios (43%) e médiuns/videntes (41%) lideram a lista, seguidos de perto por fantasmas (38%) e outros seres sobrenaturais (36%). Menos pessoas acreditam em figuras fictícias como vampiros e lobisomens (ambos 6%). As mulheres estão geralmente mais inclinadas a crer do que os homens, particularmente em médiuns/videntes (47% contra 36%) e fantasmas (42% contra 33%).
Além disso, metade dos americanos (50%) acredita que algumas pessoas possuem habilidades paranormais, com as mulheres novamente exibindo uma crença mais alta (55% contra 44% para os homens). Quase três em cada dez americanos (29%) acreditam possuir pessoalmente uma habilidade paranormal. O poder mais comumente autoidentificado é a capacidade de sentir psiquicamente as emoções ou auras de outras pessoas (23%).
Encontros com espíritos
Para aqueles que viram um espírito ou fantasma, encontros repetidos são comuns, com 22% relatando que isso aconteceu pelo menos cinco vezes. Entre aqueles que viram um fantasma, cerca de um terço acredita que a entidade era alguém que conheciam pessoalmente (como um familiar falecido), outro terço acredita que era um estranho, e o terço final viu uma mistura de ambos.
Quando se trata da natureza dessas entidades, muito mais americanos acreditam que os espíritos que viram são bons (31%) do que maus (8%). Essa tendência se mantém para a crença geral: 31% pensam que espíritos/fantasmas são geralmente bons, enquanto apenas 4% acreditam que são geralmente maus.