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Duda Beat exala ousadia estética em “Saudade de Você”

Redação Culturize-se

Ela está de volta. Em preto, prata e branco, porém colorida como nunca. Retrô e vanguardista. Sensual, urbana, provocadora e dançante. É ela despida em outra pele, mostrando uma nova camada. É Duda Beat, absolutamente nova, como sempre!

O clipe, à primeira vista, provoca e conduz quem assiste a um lugar não demarcado. Um ambiente industrial, em concreto, valorizando contrastes, luzes, brilhos e sombras. Um toque do passado como uma janela para o futuro.

Em “Saudade de Você” há uma resposta para aquele amor que dá medo, cantado e dançado no terror de “Te amo lá fora”. Agora, Duda responde a esse sentimento assustador e aponta uma saída inusitada, libertária e pulsante, em uma pista de dança.

O clipe fala da urgência da saudade, com uma pegada sensorial que dispensa narrativas. Duda não é uma personagem das suas poesias. É ela mesma, em mais uma verdade, em comunhão com o mundo, dançando inteiramente imersa na sua música.

O arsenal imagético desperta os sentidos e transborda sensualidade. Duda revela uma artista com maturidade suficiente para ousar e experimentar nas fronteiras da sua própria imagem, do seu corpo e da sua verdade.

“Sou a Duda das mangas bufantes, sou a Duda dark que encara de frente os assuntos do amor e sou a Duda sensual também, feliz com esse lado”, define.

A canção é daquelas que dá vontade de passar uma noite inteira dançando e celebrando a vida na pista, sem parar, quase flutuando entre corpos, beats e contornos. O balé mascarado completa o clima com uma dose extra de erotismo e mistério.

“O nosso processo criativo prioriza 100% a canção. Depois de pronta, passamos a vesti-la com batidas diferentes e ela vai ficando mais forte. Nesse caso, usamos uma batida chamada volt mix, que remete a voltagem elétrica. Isso vem do gênero Miami Bass, música eletrônica que explodiu no final dos anos 80, relacionada com a cultura do Hip Hop.”, explica o produtor musical Tomás Tróia.

Duda Beat
Foto: Divulgação

Gravado em duas diárias paulistanas, o filme é também um exercício de sobreposição de imagens com um resultado capaz de traduzir o momento que Duda canta e dança.

“É uma mistura de pós-punk com uma certa elegância que vimos aparecer no começo dos anos 90. Foi um tempo de passagem, em que as coisas estavam se transformando. O grunge aparecendo, a música eletrônica ganhando o mainstream e saindo dos clubes underground”, define Marcelo Jarosz, diretor do clipe.

Esse passado em referência visual conduz o olhar para um futuro em ebulição, para um querer dançante, contemporâneo e urbano. Em preto e branco, revela apenas o importante, o imprescindível. “Esse é o maior barato da arte: quando você consegue se reinventar a cada era, a cada momento”, afirma a artista, que prepara o lançamento do terceiro álbum de sua carreira para o início de 2024.

Duda convida seu público para uma balada que promete saborear a boa saudade, sem medo, sem dor e cheia de vontade. “Nada é definitivo”, diz ela, mas tudo pode ser libertador, fresco e ousado como a garupa de uma moto a caminho de uma noite repleta de desejo.

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