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Em “Retratos Fantasmas”, Kleber Mendonça Filho fala de cidade, cinema e memória

Por Mariane Morisawa

Kleber Mendonça Filho está de volta ao Festival de Cannes com um longa-metragem bem diferente do seu último, Bacurau”(2019), que dividiu o Prêmio do Júri com Les Misérables, de Ladj Ly. Retratos Fantasmas, exibido nas Sessões Especiais nesta 76ª edição, é em princípio um documentário que trata dos centros de cidade e dos cinemas que existiam lá. Mas também é um filme bastante pessoal, em que o narrador é o próprio cineasta.

O longa é dividido em três partes. Na primeira, o diretor fala do lugar onde viveu grande parte de sua vida e que existirá para sempre nos muitos filmes que fez lá. Na segunda, do centro da cidade e da importância dos cinemas que lá existiam, e, na terceira, da decadência dessas salas e do próprio centro do Recife – mas também seria possível dizer o mesmo do Rio, de São Paulo e de tantas outras.

“Retratos Fantasmas” é um filme emocionante e engraçado sobre a memória – pessoal, de um lugar, de um tempo. Sobre a história, que pode estar contida também nas nossas histórias individuais, de família, refletidas nos nossos álbuns de fotos, nos vídeos VHS. E que também está no próprio cinema. “As ficções são os melhores documentários”, diz Kleber Mendonça Filho em determinado momento. Seu apartamento, as mudanças de seu bairro, as transformações de sua cidade e do próprio cinema estão contidas em curtas como “Vinil Verde” e “Eletrodoméstica” e em longas como “O Som ao Redor” e “Aquarius“. E assim é com tantos outros.

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