Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

“Capitão América: Admirável Mundo Novo” faz bem o arroz com feijão

Por Reinaldo Glioche

Fotos: Divulgação

O novo recomeço do MCU, depois da malfadada Fase 4 e com bem menos boa vontade da mídia especializada, encontra em “Capitão América: Admirável Mundo Novo” uma produção honesta e eficiente. Não está à altura dos três filmes que vieram antes, tampouco ostenta a inspiração dos primeiros anos do MCU, mas é humilde o suficiente para se afastar dos erros recentes, além de preparar um pouco mais o terreno para a inserção dos mutantes no universo cinematográfico da Marvel.

Dirigido por Julius Onah, do drama indie “Luce”, o longa serve como uma continuação direta dos eventos de “O Incrível Hulk” (2008) e “Eternos” (2020), embora algum contexto de outras produções, como “Vingadores: Ultimato” (2019) e a série “Falcão e o Soldado Invernal” (2021) seja necessário.

Harrison Ford assume o papel que foi de William Hurt, falecido em 2022, como Thaddeus Ross, que acaba de assumir a presidência dos EUA e tenta sacramentar um tratado para que diversas nações compartilhem o controle do adamantium e, assim, evitar um conflito geopolítico de proporções incalculáveis.

Sam Wilson (Anthony Mackie) já atua como o Capitão América há algum tempo, mas a sabotagem ao plano de Ross é seu primeiro caso mais complexo e que o faz questionar se está à altura do desafio e do legado de Steve Rogers. É nesse conflito que o filme oferece seu melhor, explorando a falibilidade de um homem que, sem super soro e sem a tecnologia de um Tony Stark (embora seu traje tenha recebido alguns upgrades) se incumbe de servir e proteger.

As cenas de ação são boas, embora o CGI decepcione aqui e ali. O clímax parece apressado – fica a impressão de que há pouco Hulk vermelho em cena – e o vilão de Tim Blake Nelson é subaproveitado.

Ainda assim, “Admirável Mundo Novo” é superior aos últimos cinco filmes do MCU, o que já é um alento e deve se refletir nas bilheterias. Uma novidade bem-vinda é que o humor está melhor inserido na narrativa e não desponta como um amontoado de esquetes que tumultua o trânsito da trama.

As participações especiais pontuais são outro acerto. Evocam a nostalgia, mas tornam o filme refém dela. Ainda é cedo para dizer se o MCU vai voltar para os trilhos – há mais dois filmes para serem lançados em 2025 -, mas “Capitão América: Admirável Mundo Novo” permite a esperança de dias melhores.

Isso pode te interessar

Marketing

YouTube supera US$ 40 bilhões em anúncios, mas desaceleração ameaça liderança

Plataforma do Google mantém crescimento em 2025, mas TikTok e Netflix pressionam mercado publicitário; Brasil é quarto maior mercado global

Gastronomia

O democrático e milenar biscoito

Tradição artesanal e indústria convivem em um mercado bilionário que reflete hábitos e identidades

Cinema

Em "O Convite", Olivia Wilde coloca casamento em xeque

Música

Sertanejo retoma trono do streaming brasileiro em 2026

“Eu Te Seguro (Ao Vivo)”, de Panda, lidera ranking do primeiro semestre

Newsletter Gratuita

Tenha o melhor da cultura na palma da sua mão. Assine a newsletter gratuita de Culturize-se. Todos os dias pela manhã na sua caixa de e-mail.